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Brasileiro que escapou da morte no Everest relata experiência

Brasileiros no Everest escapam de desabamento de serac de 30 metros que atingiu a rota principal poucos minutos após a passagem

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  • Alpinistas brasileiros, incluindo Gustavo Cordoni, escaparam de um desabamento de serac na Cascata de Gelo do Khumbu, no Everest, poucos minutos após passarem pelo trecho.
  • O bloco de cerca de trinta metros atingiu quatro alpinistas estrangeiros, que já foram socorridos.
  • A equipe concluiu o ciclo de aclimatação e alcançou o Campo Três, a mais de sete mil metros, e aguarda janela de tempo bom para seguir até o topo.
  • O veterano Carlos Santalena destacou que a Cascata de Gelo do Khumbu é o ponto de maior risco da subida devido aos deslocamentos de blocos e avalanches.
  • A expectativa é iniciar a tentativa final de chegar aos oito mil e oitocentos metros por volta da semana do dia dezoito de maio; Cordoni enfatizou a necessidade de descansar e esperar a corda até o cume.

Em entrevista à CNN Brasil, Gustavo Cordoni, alpinista brasileiro, contou que enfrentou momentos de risco na escalada ao Everest. O episódio ocorreu na Cascata de Gelo do Khumbu, onde uma enorme porção de gelo desabou pouco tempo após a passagem do grupo.

Cordoni informou que o bloco de gelo, com cerca de 30 metros de altura, atingiu imediatamente quatro alpinistas estrangeiros, que foram socorridos. Ele afirmou que o desabamento ocorreu entre 3 e 5 minutos depois de eles passarem pela área. O grupo também destacou as condições climáticas adversas entre os Campos 1 e 2.

Roberto Lucchese, colega de expedição, descreveu a cena com intensidade, lembrando que a montanha de gelo desfeito atingiu outros quatro alpinistas, com um deles em estado grave. Ele relatou emoção ao perceber o quão próximo estava do perigo.

Perigos recorrentes na Cascata do Khumbu

Carlos Santalena, veterano que já chegou ao cume, ressaltou que a Cascata de Gelo do Khumbu é o ponto de maior risco da escalada, devido aos constantes deslocamentos de blocos e a avalanches. Mesmo diante do trauma, a equipe brasileira concluiu o ciclo de aclimatação.

O grupo alcançou o Campo 3, a mais de 7 mil metros de altitude, e aguarda no Campo Base por uma janela de tempo bom. Também depende da finalização da fixação das cordas até o topo. A expectativa é realizar a tentativa final por volta da semana do dia 18 de maio.

Cordoni fez um diagnóstico simples sobre a experiência: a montanha é exigente, requer respeito e humildade, pois tudo pode acontecer acima do campo base. A equipe continua concentrada na preparação para a ascensão final.

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