- A Mercedes começou bem a temporada de F1 de 2026, com George Russell na frente e Kimi Antonelli vencendo as três corridas seguintes, abrindo vinte pontos de vantagem no campeonato.
- Ainda assim, o time perde a liderança na primeira curva desde a pole em todas as provas, tarefa considerada “inaceitável” por Toto Wolff.
- As situações variam a cada corrida: Australia houve aquecimento inadequado dos pneus, China falhou na gestão da bateria, Japão houve patinação da embreagem, e Miami foi um ajuste de embreagem superestimado versus aderência real.
- O problema é agravado pela mudança regulatória que eliminou o MGU-H, tornando a gestão do turbo mais complexa; Ferrari e McLaren teriam encontrado soluções melhores para as largadas, e a Mercedes não levou updates para a Flórida.
- A equipe mira o Canadá com um novo pacote e promete resolver as largadas; Antonelli reconhece que o desempenho ainda não é aceitável e precisa melhorar, enquanto Wolff pede manter os pés no chão e não se deixar levar pelos resultados.
Mercedes vive fase de contradições na temporada de F1 2026. A equipe soma vitórias, mas enfrenta uma sequência de largadas problemáticas que apaga o desempenho de ponta na primeira curva. O episódio mais recente ocorreu em Miami, onde a pole de Kimi Antonelli cedeu espaço para Leclerc e Verstappen na reta de entrada da prova.
O chefe da equipe, Toto Wolff, classificou a queda na largada como inaceitável e afirmou que o time precisa de soluções imediatas. A Mercedes mantém ritmo de corrida superior, porém a desvantagem na largada coloca a vitória em risco e exige ajustes urgentes, principalmente com as atualizações dos rivais.
Até aqui, as causas variaram entre corridas. Na Austrália, o problema foi o aquecimento dos pneus; na China, Antonelli enfrentou falha de gestão de energia; no Japão, um erro de solo com embreagem gerou patinação; em Miami, a estimativa de aderência superestimada provocou nova patinação dos pneus. Em todas, a equipe não conseguiu compensar a desvantagem.
Custo operacional e mudanças no regulamento
A dificuldade também está ligada às mudanças regulatórias, como a eliminação do MGU-H, que complicou a gestão do turbo na largada. A Ferrari adotou uma solução mais compacta que beneficiou o início da corrida, e a McLaren mostrou melhora após a pausa de abril. A Mercedes não levou atualizações para o treino de Florida e precisa validar o novo pacote no Canadá.
Wolff ressaltou que há necessidade de ajustes concretos, seja na embreagem ou na leitura de aderência, para evitar erros repetidos. O time avalia que as atualizações podem demorar a se traduzir em desempenho, e o Canadá será cenário de testes para confirmar avanços. Antonelli reconheceu que o desempenho ainda não é estável e destacou a melhoria, mas pediu mais consistência.
O dirigente reforçou que não há espaço para acomodação após os resultados recentes. O piloto Antonelli também reconheceu a curva de aprendizado e avaliou que o objetivo é chegar à confiança necessária na largada. O time não deve subir o tom, segundo Wolff, que orientou manter os pés no chão e seguir buscando soluções eficazes.
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