- Aryna Sabalenka sinalizou, em coletiva, que pode ocorrer boicote às grandes torneios se a distribuição de renda não mudar.
- Os jogadores vêm pedindo maior porcentagem da receita dos grand slams, além de fundos de bem‑estar e participação em um conselho de jogadores.
- Até agora, os quatro torneios grand slams não deram respostas substanciais às solicitações.
- Mesmo com apoio de atletas como Coco Gauff e Iga Swiatek, o movimento ganhou força depois de declarações firmes de Jannik Sinner sobre falta de respeito dos torneios.
- A possibilidade de boicote ainda parece improvável, já que as estrelas ganham somas significativas e seguem focadas em seus objetivos, enquanto cobram transparência sobre o modelo de distribuição de renda.
Ariya Sabalenka anunciou durante a preparação para o Italian Open que as grandes disputas de pagamento no tênis devem evoluir para um boicote. A líder do ranking afirmou que a medida pode ser necessária para defender os direitos dos jogadores diante dos torneios de Grand Slam.
No ano passado, a primeira carta dos tenistas aos Slam descreveu pedidos por uma parcela maior da receita destinada aos atletas, além de fundos de bem-estar e a criação de um conselho de jogadores dos torneios. Até agora, as respostas dos organizadores não foram substanciais.
Durante muito tempo, houve ceticismo sobre a união entre as maiores estrelas. Querelas públicas com declarações de Alcaraz e Sinner mostraram divisões. Nesta semana, porém, houve uma frente comum entre homens e mulheres de ponta, defendendo mais participação financeira.
Mudança de tom e apoio entre as quadras
Coco Gauff destacou que a voz das favoritas pode favorecer jogadores de rankings menores. Iga Swiatek reiterou a insatisfação com a atual divisão de renda dos Slam. Jannik Sinner criticou a falta de respostas dos organizadores e disse que os Slam não tratam os atletas com o devido respeito.
A possibilidade de implementação de um boicote parece improvável no momento, dado o elevado faturamento dos grandes torneios. Ainda assim, os atletas mantêm o foco em seus objetivos pessoais e a importância de revisões na distribuição de recursos.
Contexto financeiro e pontos de discórdia
A fatia de 13-15% da receita total destinada aos jogadores é considerada baixa pelos atletas. O anúncio de prize money do Roland Garros foi visto como desconsideração às demandas, com ganhos que, ao ajuste de inflação, representam menos de 14% desde 2019.
Os grandes Slams defendem que a maior parte do dinheiro retorna ao esporte, com investimentos em infraestrutura e federações nacionais. Wimbledon, por exemplo, destinou grande parte de seu superávit à Lawn Tennis Association. Esse cenário alimenta o descompasso entre as partes.
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