- Fabricantes de motores, a Federação Internacional de Automobilismo e a F1 alteraram as regras no meio da temporada para finalizar um pacote de ajuda à Honda, com a divulgação da lista do ADUO prevista apenas após o GP do Canadá.
- A Aston Martin, parceira da Honda, enfrenta atrasos no projeto, incluindo o desenvolvimento do câmbio próprio e a troca de fornecedores, deixando o carro entre as últimas posições do grid.
- O ADUO cria níveis de proteção para equipes mais atrás; quem estiver mais de dez por cento atrás terá 11 milhões de dólares adicionais para o teto de gastos com unidades de potência, além de 8 milhões de dólares extras neste ano, somando-se a um total próximo de R$ 93 milhões.
- O regulamento também ampliou o tempo de banco de testes para desenvolvimento de motores: de 190 para 230 horas adicionais para quem estiver mais de oito por cento atrás.
- A transmissão de detalhes da lista do ADUO ainda não ocorreu; Audi e Ferrari aguardam a divulgação, com previsão de chegada de novos motores para a segunda metade de junho (Audi) e julho (Ferrari); a Honda já utilizou o pacote de confiabilidade no GP de Miami e prevê atualização de performance após a pausa de agosto.
A Fórmula 1 adiou a implementação de mudanças regulatórias para permitir a conclusão de um pacote de assistência à Honda. O objetivo é ajudar a fabricante japonesa a se recuperar após um começo complicado sob o novo regulamento. A decisão envolveu fabricantes de motores, a FIA e a própria organização da F1.
A Aston Martin, parceira da Honda, enfrentou atrasos no desenvolvimento, atribuídos a fornecedores ligados à equipe, mudanças no staff do projeto e decisões que não renderam os resultados esperados na integração com o carro. Por isso, a equipe ficou entre as mais atrasadas no grid.
A consequência prática é que o desempenho da Honda ficou significativamente atrás dos rivais próximos, levando a equipe a não investir pesado em grandes pacotes aerodinâmicos no momento. O objetivo é evitar despesas que não gerem ganhos suficientes de performance.
Além disso, a Aston Martin começou a fabricar seu primeiro câmbio, um desafio que também contribui para a instabilidade observada na condução. Pilotos relataram inconsistência na troca de marchas, o que impacta a estabilidade e a velocidade.
Na trajetória de motores, a marca tem mostrado lacunas de dados sobre a gestão da energia elétrica, em comparação com os concorrentes. O uso de informações técnicas é menos robusto, em função da dependência de um único fornecedor.
Como funciona o pacote de ajuda à Honda
Há uma regra na F1 que permite maior desenvolvimento para equipes com motores mais defasados, desde que haja aprovação da FIA. O mecanismo ADUO foi ajustado para refletir discrepâncias entre motores, com notificações esperadas após o GP de Miami.
A divulgação da lista do ADUO ficou para depois do GP do Canadá, segundo as decisões recentes. O benefício do ADUO varia conforme a diferença de desempenho entre o motor da Honda e o do concorrente líder, e pode incluir mais tempo de desenvolvimento.
O suporte máximo prevê até 11 milhões de dólares adicionais para o teto de unidades de potência, mais 8 milhões de dólares extraordinários neste ano. Ao todo, o aporte pode chegar a quase 93 milhões de reais.
O ADUO também amplia o tempo de banco de testes, de forma a favorecer o desenvolvimento de novas especificações de motor. Em termos práticos, isso significa mais horas dedicadas ao aperfeiçoamento.
A expectativa é de que o motor Honda receba uma atualização de confiabilidade já para o GP de Miami, com melhorias visíveis na vibração e na suavidade de funcionamento. A primeira atualização de desempenho deve ocorrer após a pausa de agosto.
A Audi e a Ferrari, entre outras equipes interessadas, aguardam a divulgação oficial do ADUO para planejar suas estratégias. A Honda pretende que o novo pacote de confiabilidade sirva como base para evoluções futuras.
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