- Kipp Popert, 27, líder mundial no golfe para deficientes, afirma que manter a turnê G4D em “cold storage” corta oportunidades de jovens atletas com deficiência.
- O G4D Open, para cerca de oitenta golfistas com deficiência, será disputado no Celtic Manor, em meio a uma agenda de torneios mais reduzida e sem premiação evidente.
- A DP World Tour respondeu que vai priorizar dois grandes eventos: o G4D Open, em parceria com a R&A, e um confronto do G4D na Ryder Cup de 2027, além de buscar uma nova estrutura com EDGA, Federação Internacional de Golfe e R&A para ampliar a participação e chegar aos Jogos Paralímpicos.
- Popert mantém a esperança de disputar os Jogos Paralímpicos de 2032, em Brisbane, mas destaca que o financiamento sustentável continua sendo um desafio para o golfe adaptado.
- O atleta promove ações de apoio, como organizar torneio que levantou £145 mil para premiar os 18 participantes e financiar aulas de golfe para crianças com deficiência, defendendo mais oportunidades para a modalidade.
Kipp Popert, líder do ranking mundial entre jogadores com deficiência, afirmou que a decisão do DP World Tour de manter a G4D em atraso freia o crescimento do esporte. O jogador inglês de 27 anos disse estar chocado com a medida e pediu clareza sobre o futuro da competição.
A G4D Open reunirá 80 golfistas com deficiência e será realizada em Celtic Manor, começando nesta quinta-feira. A etapa ocorre longe de Pennsylvania, onde acontece o US PGA Championship, torneio com premiação de milhões de dólares para jogadores que não tem participação direta na G4D.
Popert destaca a importância de os melhores jogadores atuarem com regularidade para inspirar jovens e atrair patrocínios. Ele enfatiza que o esporte depende de performances de alto nível para demonstrar o potencial de crescimento das categorias com deficiência.
Em resposta, o DP World Tour informou que foca em dois grandes eventos que oferecerão a maior plataforma para golfistas com deficiência: o G4D Open, realizado em parceria com a R&A, e uma nova opção de confronto no Ryder Cup de 2027. A organização também comentou avanços no número de atletas com deficiência participando de competições.
A entidade reforçou que a G4D está num novo capítulo, com mais partes interessadas criando eventos. O tour disse manter diálogos com EDGA, IGF e a R&A para estruturar um modelo que sustente a participação e possa impulsionar a entrada do golfe nos Jogos Paralímpicos.
Popert mantém a esperança de disputar os Jogos Paralímpicos em Brisbane, em 2032, desde que haja financiamento estável. Ele pondera que, embora o Paralimpismo ofereça grande visibilidade, ocorre apenas a cada quatro anos, contrastando com a regularidade desejada no golfe.
A discussão não é simples, segundo fontes da própria DP World Tour, que atribuem dificuldades a patrocínios e à qualidade da base de praticantes com deficiência. Popert cita exemplos de atletas com deficiência que atingem marcas relevantes em competições adaptadas, apontando para a necessidade de mais oportunidades e financiamento estável.
Enquanto isso, Popert organizou uma competição própria na segunda-feira, arrecadando cerca de £145 mil para apoiar 18 participantes com cheques personalizados. Ele também foca ações de apoio, como bolsas de estudo para aulas de golfe para crianças com deficiência e doações de ônibus a escolas, reforçando o compromisso com a comunidade.
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