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F1 2026: Red Bull aproveita brecha regulatória no sidepod

Red Bull abre vantagem com quina aero no encontro sidepod-assoalho, aprovada pela FIA e provocando leitura regulatória para 2027

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  • Na corrida de Miami, a Red Bull Racing apresentou um upgrade no RB22, destacando uma quina afiada na junção entre sidepod e assoalho para aumentar o downforce traseiro.
  • A técnica explora uma zona regulatória onde bordas afiadas são permitidas, diferente da seção de superfícies aerodinâmicas com raios contínuos.
  • A FIA validou a interpretação, classificando a peça como uma junta entre componentes, não como superfície aerodinâmica, o que a torna isenta de bordas arredondadas.
  • O efeito é um vórtice focalizado que, aliado a fendas no assoalho, cria um selo que protege o fluxo de ar limpo debaixo do carro.
  • A configuração gerou curiosidade entre as equipes rivais e a FIA informou que monitorará o impacto para possivelmente reescrever regras para 2027.

Durante o Grande Prêmio de Miami, a Red Bull Racing apresentou atualizações no RB22, mas chamou atenção uma modificação quase invisível. A equipe resolveu uma brecha regulatória para criar uma quina afiada na junção entre sidepod e assoalho, visando maior downforce traseiro.

Segundo apuração do paddock, a manobra busca isolar o ar turbulento gerado pelos pneus, fortalecendo o fluxo limpo que passa por baixo do carro. O objetivo é manter a estabilidade na traseira em curvas de alta velocidade.

A FIA aprovou o conceito, que foi visto como uma leitura criativa das regras. A federação indicou que monitorará o efeito dessa solução para decidir sobre possíveis ajustes para 2027. O efeito prático costuma ser um ganho de aderência.

A leitura regulatória é estratégica. Enquanto as superfícies aerodinâmicas da carroceria e da cobertura do motor devem ter raios contínuos, a junção do sidepod com o assoalho fica sob outra regulamentação. Essa zona permite geometrias mais agressivas.

A Red Bull dividiu a extremidade de modo que a aresta afiada não seja classificada como continuação da carroceria. Assim, a área não é considerada superfície aerodinâmica sob a definição da FIA, evitando a obrigatoriedade de bordas arredondadas.

Especialistas representam que o benefício é um vórtice focalizado na parte externa traseira, aliado a fendas nas bordas do assoalho. O conjunto forma um selo que protege o fluxo de ar sob o carro contra a esteira gerada pelo pneu traseiro.

Tal técnica pode resultar em carro mais estável, reduzindo quedas de downforce em curvas. A mudança chega em meio a uma temporada de constantes inovações aerodinâmicas, com várias equipes observando o desenvolvimento.

Ao cumprir as regras atuais, a manobra foi considerada limpa pela FIA, ainda que desperte debates entre rivais. A entidade reafirmou que acompanha os impactos para eventual ajuste de textos regulatórios.

Equipes como McLaren, Mercedes e Ferrari já estudam versões próprias desse conceito. As próximas semanas devem esclarecer se a solução da Red Bull impõe um novo patamar de desenvolvimento no grid.

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