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Honda registra prejuízo pela primeira vez em 70 anos; impacto no projeto da F1?

Honda registra prejuízo de 2,68 milhões de dólares no ano fiscal, mas afirma que resultado não impactará a participação na Fórmula 1 nem as metas de desporto motorizado

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  • A Honda registrou prejuízo de 423 milhões de ienes (2,68 milhões de dólares) no ano fiscal encerrado em março, pior desde que abriu o capital em 1957.
  • O motivo principal são os investimentos pesados em veículos elétricos e na estratégia de eletrificação, ainda sem retorno, sobretudo nos Estados Unidos.
  • A fabricante afirma que os resultados não vão impactar a Honda Racing Corporation nem o projeto de Fórmula 1; a equipe permanece sem mudanças previstas.
  • Como reação aos números, houve ajustes internos, incluindo a suspensão de um investimento de 11 milhões de dólares para EVs e baterias no Canadá.
  • No âmbito da Fórmula 1, a Honda reavaliou metas: deixou de mirar 20% de vendas de carros novos com eletrificação até 2030 e descartou a meta de vender apenas elétricos até 2040.

A Honda divulgou o pior resultado financeiro desde que abriu capital, sinalizando um prejuízo de 423 milhões de ienes (aproximadamente 2,68 milhões de dólares) no ano fiscal encerrado em março. A companhia japonesa revelou os números nesta sexta-feira, com o CEO Toshihiro Mibe explicando que o déficit decorre principalmente dos investimentos em veículos elétricos e da transformação estratégica rumo à eletrificação. O lançamento ocorreu em meio a discussões sobre o futuro da Fórmula 1 (F1).

A gestão de Mibe destacou que, apesar do resultado negativo, o desempenho não deve impactar a Honda Racing Corporation (HRC) nem o projeto de F1. A empresa afirmou que a previsão financeira foi anunciada previamente, e que não há alterações previstas nas atividades esportivas decorrentes do balanço divulgado em 14 de maio.

A explicação para o prejuízo envolve investimentos pesados na eletrificação e na reestruturação do portfólio. Os custos foram potencializados pela menor demanda nos Estados Unidos, diante da decisão da administração de retirar incentivos fiscais de até 7.500 dólares para veículos elétricos, anunciada no ano anterior.

Detalhes financeiros e impactos

O relatório aponta que parte do capital aplicado em EVs ainda não retornou frutos, o que levou a Honda a suspender um investimento de 11 milhões de dólares para a produção de veículos elétricos e baterias no Canadá. Mesmo com esse cenário, a empresa não reorganizou seu compromisso com a F1, enfatizando que as responsabilidades da HRC permanecerão intactas.

Mudanças estratégicas e o horizonte da eletrificação

O caso também envolve alterações relevantes na estratégia global da Honda. A companhia deixou de perseguir a meta de que 20% das vendas de carros novos em 2030 fossem elétricas e descartou o objetivo de vender apenas veículos elétricos até 2040. Essas redefinições ocorrem em meio a debates sobre o papel da eletrificação na competição automotiva, onde Audi e Honda já defendiam avanços amplos na era dos motores mais elétricos.

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