- Ronda Rousey derrotou Gina Carano em 17 segundos, finalizando a luta com um armlock.
- O cardápio marcou a estreia do MMA na Netflix e foi promovido pela MVP, empresa de Jake Paul.
- Francis Ngannou venceu por nocaute no primeiro round; Nate Diaz foi derrotado por Mike Perry no fim da segunda etapa.
- A luta principal foi criticada por ser muito desequilibrada; Rousey disse não ter vontade de machucar Carano e não planeja lutar de novo.
- O UFC fechou acordo de transmissão com a Paramount, levantando dúvidas sobre o futuro do MMA e o papel da Netflix; Conor McGregor retorna ao octógono em julho.
Ronda Rousey retornou ao cage neste fim de semana para enfrentar Gina Carano, numa luta que durou apenas 17 segundos e encerrou-se com a chave de braço de Rousey. A adversária desistiu, sem espaço para reação. A apresentação gerou aplausos, mas também críticas sobre o nível da luta principal.
O evento marcou a estreia da MMA no Netflix e o primeiro show promovido pela Most Valuable Promotions (MVP), joint venture de Jake Paul. A organização reuniu nomes de outras modalidades e buscou explorar o apelo de ex-ídolos para atrair audiência.
Francis Ngannou apareceu no card, vencendo por KO no primeiro assalto, após retorno da luta de boxe. Nate Diaz também participou; foi derrotado por Mike Perry no fim da segunda rodada. O card inteiro foi apresentado como uma virada de página para o MMA moderno.
Contexto do evento
Nakisa Bridarian, representante da MVP, afirmou que o card seria o mais caro já promovido no MMA. A produção contou com o apoio financeiro de Netflix, que tem investido em eventos de combate e em conteúdos relacionados a esportes de combate.
Rousey admitiu que esperava superar a marca de nove milhões de espectadores para redefinir o interesse pelo MMA, mas não está claro se a audiência alcançaria esse patamar. A empresa não confirmou planos definitivos de investimentos adicionais em MMA.
Implicações para o UFC
A luta entre Rousey e Carano expôs uma lacuna de criatividade no UFC desde a venda da empresa para a Endeavor. Com contrato de transmissão de longo prazo com a Paramount, o UFC passou a priorizar receitas estáveis, o que, segundo analistas, pode reduzir a aposta em card games mais ousados.
Rousey já avisou que não pretende retornar ao octógono, o que complica a ideia de construir futuras negociações em torno de sua estrela. A MMA, porém, ganha outro impulso ao mostrar que eventos centrados em legado e personalidades ainda vendem.
Olhar para o futuro
A performance de Ngannou e o apelo de nomeações lendárias indicam um interesse em formatos diferentes de show. A MVP avalia se pode manter esse nicho de shows com maior apelo emocional, sem depender apenas de bilheteria tradicional.
Conor McGregor anunciou a volta ao UFC para julho, com uma revanche contra Max Holloway, aumentando a concorrência por pauta de destaque. A relação entre mais conteúdo de streaming e lutas de alto impacto continua em discussão no mercado.
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