- Após sete décadas, a Suíça autoriza corridas em circuitos novamente, a partir de 1º de julho de 2026, sob condições.
- A proibição foi motivada pela tragédia das 24 Horas de Le Mans de 1955, na qual um acidente resultou em dezenas de mortos e feridos.
- O tema envolveu debates políticos e ambientais; o Conselho dos Estados já havia votado a favor em 2022, com confirmação final recente.
- Mesmo com a permissão, a infraestrutura suíça para automobilismo é limitada, contando com pistas menores associadas a órgãos como o Touring and Motoring Club (TCS).
- A decisão curiosamente eleva a possibilidade de corridas perto das montanhas, em circuitos fora das grandes metrópoles do país.
A Suíça permitirá novamente corridas em circuito a partir de 1º de julho de 2026, após décadas de proibição. A decisão, tomada pelo governo federal, encerra um impeditivo que durava desde 1955, quando o desastre de Le Mans alertou para os riscos do automobilismo.
O debate ganhou força após anos de negociações políticas e argumentos ambientais. O Conselho dos Estados já tinha autorizado a medida em 2022, e a confirmação final chegou neste ano, com condições a serem cumpridas pela organização de eventos.
A tragédia de 1955, que envolve um Mercedes atropelando a multidão, teve impacto direto na Europa e levou muitos países a banirem corridas em circuito. A Suíça, porém, manteve a proibição por mais de seis décadas, até a mudança recente.
Historicamente, Berna ressaltou que a abertura pode reduzir viagens ao exterior de suíços interessados em competições, além de amenizar impactos ambientais com deslocamentos nacionais. A proposta também destacou a recuperação econômica de pistas locais.
Contexto histórico
A mudança ocorre em um país com infraestrutura de automobilismo limitada. Além de circuitos pequenos, as atividades são mantidas por clubes e pela organização turística local, como o TCS, que opera em pistas regionais.
Próximos passos e condições
A liberação ocorre sob condições regulatórias, para assegurar padrões de segurança, responsabilidade ambiental e planejamento local. Autoridades prometem fiscalização contínua para evitar impactos negativos da prática no território.
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