- Arthur Astun, aos 16 anos, representa o Brasil no Mundial de beach tennis em Veneza, Itália.
- Ele começou a praticar a modalidade no fim de 2024, trabalhando como pegador de bolinha e treinando quando os alunos faltavam.
- Após jogar o primeiro torneio oficial ao lado do pai, passou a buscar competições de maior potencial esportivo.
- O beach tennis vem crescendo no Brasil: mais de 1,8 milhão de pessoas praticam no mundo; no país, o número de praticantes quase dobrou entre 2021 e 2023, de 400 mil para 1,1 milhão.
- Arthur sonha em se tornar jogador profissional e, para isso, já encara a convocação ao Mundial como passo importante para ganhar visibilidade e seguir na carreira, com atuação também como professor.
Arthur Astun, de 16 anos, está disputando o Mundial de Beach Tennis em Veneza, na Itália, representando o Brasil. A competição acontece em solo italiano, com a participação do jovem da zona leste de São Paulo. A convocação marca a estreia dele em torneios oficiais internacionais.
O atleta começou a prática no final de 2024, quando atuava como pegador de bolinha em uma arena. Natural da capital paulista, ele passou a treinar com o apoio do coordenador, avançando para torneios oficiais ao lado do pai. A trajetória surgiu de uma chance durante os treinos.
Inicialmente, o ritmo dos treinos causou dificuldades, pois ele não entendia bem o esporte e as competições. Aos poucos, com orientação do pai e de amigos, a leitura das competições e o foco passaram a se concentrar em eventos de maior projeção esportiva.
Antes do beach tennis, Arthur tentou seguir carreira no futebol, passando por categorias de base. Em seguida, experimentou o futvôlei, antes de se dedicar integralmente ao beach tennis, modalidade que hoje almeja levar ao nível profissional.
Conquista internacional e objetivos
Feliz com a convocação, o jovem destaca a importância de competir por uma entidade reconhecida e de ter visibilidade internacional em solo estrangeiro. Ele considera a participação no Mundial um marco essencial para a continuidade da carreira.
O jogador também prevê o futuro como professor de esportes, com o objetivo de compartilhar o amor pelo beach tennis com novas gerações. A missão dele passa pela experiência adquirida na Itália, passo inicial de uma trajetória profissional.
O Mundial em Veneza reúne atletas de várias nacionalidades, o que deve proporcionar experiência competitiva relevante para Arthur. A participação emerge como o primeiro grande reconhecimento de um jovem que mira seguir jogando em alto nível.
Crescimento do beach tennis no Brasil
Apesar de ainda ser visto como esporte elitizado, o beach tennis ganha espaço no país. Segundo dados da ITF, a modalidade é praticada por mais de 1,8 milhão de pessoas em todos os continentes.
Na prática nacional, a CBT aponta crescimento expressivo: o número de praticantes quase triplicou entre 2021 e 2023, de 400 mil para 1,1 milhão, impulsionado pela popularização de quadras e espaços para a modalidade.
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