- No Roland Garros, as suas primeiras do ranking, Aryna Sabalenka e outros tenistas pressionaram os grandes torneios sobre a participação de prêmios e apoio aos jogadores, reduzindo o tempo de entrevistas para 15 minutos no total.
- O objetivo é ampliar a fatia de renda destinada aos jogadores e criar iniciativas como pensão para atletas e um conselho de jogadores dos grandes slams, com maior voz nas decisões.
- Participaram no mix de elite masculino e feminino: Sabalenka, Jannik Sinner, Iga Swiatek, Coco Gauff, Jessica Pegula, Mirra Andreeva, Félix Auger-Aliassime, Ben Shelton, Daniil Medvedev e Taylor Fritz; Novak Djokovic não participou.
- As regras de imprensa foram ajustadas: os atletas dividiram o tempo entre uma coletiva de 10 minutos e uma entrevista de 5 minutos com o emissor local, porém alguns excederam o tempo previsto.
- Sabalenka destacou que a mobilização não é sobre ela, mas sobre jogadores de ranking mais baixo e quem retorna de lesões; Medvedev falou sobre união entre os top players, enquanto Djokovic pediu voz unificada para um futuro melhor do esporte.
Ariane Sabalenka liderou um protesto de jogadores de alto rendimento na véspera do torneio de Roland Garros, reivindicando maior contribuição financeira dos Grand Slams para o prêmio e para o bem-estar dos tenistas de ranking mais baixo. O grupo, formado por atletas de elite, decidiu limitar sua participação na coletiva de imprensa a 15 minutos, em tom simbólico ligado à fatia de cerca de 15% da renda destinada aos salários dos jogadores.
O movimento envolve nomes como Sabalenka, Jannik Sinner, Iga Swiatek, Coco Gauff, Jessica Pegula, Mirra Andreeva, Félix Auger-Aliassime, Ben Shelton, Daniil Medvedev e Taylor Fritz. Eles já vinham discutindo a necessidade de novos mecanismos de governança e de uma maior participação dos jogadores nas decisões dos grandes torneios. O objetivo é ampliar o repasse de recursos para premiações, além de iniciativas de bem-estar, como uma possível pensão para atletas.
A participação teve tom aberto, com diferentes abordagens entre os presentes. Medvedev reconheceu unidade entre as principais figuras, enquanto Gauff conduziu a imprensa com recursos criados para conter o tempo de entrevista. O grupo não foi uniforme em todas as sessões, e alguns jogadores excederam o tempo previsto em situações específicas. Djokovic não participou da mobilização, mantendo posição de afastamento de iniciativas recentes do grupo de atuação.
Participação e desdobramentos
Andrey Rublev afirmou que o debate envolve mais do que recursos financeiros, destacando falhas de comunicação por parte das organizadoras dos Grand Slams. Houve relatos de respostas lentas a consultas oficiais, segundo ele, o que intensificou a percepção de desconsideração às demandas dos atletas.
Sabalenka explicou que a motivação central é a dificuldade de sobrevivência de atletas com menos renda, especialmente após lesões e na renovação geracional. Segundo ela, a liderança da elite se vê na obrigação de defender os colegas de categorias inferiores e de propor um modelo mais justo para o ecossistema do tênis.
Mesmo com as restrições de tempo, os atletas não interromperam de forma abrupta as entrevistas e buscaram manter um fluxo de perguntas e respostas dentro do formato estabelecido. A imprensa acompanhou a movimentação ao longo do dia, com distintos posicionamentos entre os jogadores sobre a estratégia de cada um.
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