- A Federação Francesa de Tênis (FFT) prometeu apresentar propostas concretas sobre aumento de prêmio, bem‑estar dos jogadores e representação nas próximas quinze dias após as finais de Roland Garros.
- As negociações ocorreram na sexta‑feira com representantes de jogadores, um representante individual e três agentes, em meio ao desafio da imprensa.
- Os jogadores defendem elevar a fatia de premiação de quinze por cento para vinte e dois por cento do faturamento do torneio, para igualar a prática da ATP e da WTA.
- O encontro foi visto como positivo pelos envolvidos e reforçou o boicote midiático iniciado pelos atletas, que reduziram entrevistas a atividades obrigatórias.
- Reuniões adicionais devem ocorrer em Paris com o All England Club e a United States Tennis Association; o Wimbledon começa em vinte e nove de junho e a Tennis Australia não participa, apoiando a posição da ATP.
A FFT, Federação Francesa de Tênis, anunciou que apresentará propostas concretes sobre aumento de premiação, bem-estar dos atletas e representação na próxima mês, em negociações com agentes de destaque na edição deste ano do Roland Garros. As conversas ocorreram na sexta-feira, dia de protesto dos atletas.
Na ocasião, jogadores de alto ranking, incluindo Jannik Sinner e Aryna Sabalenka, limitaram suas entrevistas pré-torneio a 15 minutos, como forma de protesto contra o que chamam de prêmio insuficiente. O grupo manteve apenas atividades obrigatórias, sem as longas sessões habituais de imprensa e fotos.
Os torneios Grand Slams destinam cerca de 15% da receita para prêmios aos tenistas; a demanda é elevar esse índice para 22%, equiparando-se ao rateio da ATP e da WTA Tours. Fontes próximas às negociações descrevem os diálogos como positivos e afirmam que a ação direta teve efeito relevante.
Propostas e próximos passos
A FFT prometeu retornar com propostas detalhadas dentro de quinze dias após as finais de Roland Garros, desde que haja avanço sobre bem-estar e representação dos jogadores. A posição dos atletas é clara: aumento de premiação aliado a participação nas decisões.
Amélie Mauresmo, diretora do Roland Garros, defendeu o modelo atual de financiamento e as melhorias feitas na infraestrutura e na distribuição de prêmios. Ela ressaltou que o torneio tem um modelo diferente dos tradicionais da ATP, WTA e demais grand slams.
Outros desdobramentos internacionais
O Wimbledon sinalizou abertura para criar um conselho de jogadores, mas os atletas consideram a medida insuficiente. Novas reuniões em Paris devem envolver o All England Club e a US Tennis Association, com possibilidade de protestos em Wimbledon.
A Tennis Australia não participa diretamente das conversas, pois apoia uma ação legal separada da Professional Tennis Players Association contra os três outros majors. As negociações em Paris continuam buscando um acordo abrangente.
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