- Matheus Lacerda, conhecido como Mahhtla, disse que vai competir no Musclecontest Brasil em homenagem a Gabriel Ganley, morto aos 22 anos no último sábado.
- Ganley se preparava para retornar aos palcos entre os dias 17 e 19 de julho, em Curitiba, após cerca de três anos afastado.
- Mahhtla mudou-se para São Paulo para ajudar na preparação e afirmou que precisa terminar o projeto que começaram juntos.
- Vídeos anteriores mostraram discussões sobre uso de hormônios e anabolizantes; as críticas surgiram nas redes sociais e as gravações foram apagadas.
- A causa da morte, conforme atestado obtido pela TV Globo, foi cardiomiopatia hipertrófica; o caso é registrado como morte suspeita e gerou debate sobre protocolos hormonais no fisiculturismo.
Matheus Lacerda, conhecido como Mahhtla, anunciou que vai competir no Musclecontest Brasil em homenagem a Gabriel Ganley, falecido aos 22 anos no último fim de semana. A decisão foi feita nesta segunda-feira, 26, após a morte de Ganley no sábado anterior.
O parceiro de treino relatou que deixará registrado o trabalho conjunto que vinha desenvolvendo com o amigo nas últimas semanas. A esposa da preparação, ele diz, envolve dedicação total para manter o projeto que Ganley iniciara.
Ganley, que se preparava para retornar aos palcos após cerca de três anos, disputaria o Musclecontest Brasil entre 17 e 19 de julho, em Curitiba. O objetivo era marcar o recomeço da carreira do jovem atleta.
Mahhtla havia se mudado temporariamente para São Paulo a convite de Ganley, para auxiliar nos treinos, dieta e bastidores da preparação. Os dois dividiam rotinas intensas de treino e conteúdos para as redes sociais.
A relação entre eles ganhou repercussão nas últimas semanas após vídeos que mostraram aplicações de substâncias e conversas sobre uso de hormônios. Os registros provocaram críticas, levando à remoção dos vídeos.
Detalhes da morte e contexto
Conforme o atestado de óbito, Ganley sofreu morte súbita causada por cardiomiopatia hipertrófica, doença que torna o músculo cardíaco espesso e pode prejudicar o bombeamento de sangue. O caso foi registrado como morte suspeita.
Ganley, natural do Rio de Janeiro, ganhou destaque nas redes com mais de 1,5 milhão de seguidores, compartilhando conteúdos sobre musculação, rotina fitness e preparação física. Sua morte gerou debate sobre riscos do fisiculturismo competitivo.
O episódio também trouxe críticas ao protocolo hormonal utilizado durante a preparação, recebidas por treinadores e influenciadores. O treinador responsável pela preparação de Ganley, Marcelo Cruz, passou a ser alvo de questionamentos nas redes.
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