- A narradora começou a treinar kickboxing aos 14 anos, buscando imitar Buffy, a Caçadora.
- Conseguiu o professorado negro em 2004, aos 19 anos, e chegou a competir com treinos intensos, chegando a ficar em ótima forma.
- Após pausa para universidade e viagens, deixou o esporte e redescobriu-o apenas no fim de 2024, quando revelou lesão de cartilagem e artrite leve no quadril.
- Voltar ao clube antigo trouxe sensação de “viagem no tempo”; a memória muscular ajudou, mas houve insegurança ao fazer um chute giratório alto.
- O instrutor disse que, se fosse avaliada na hora, passaria com segundo dan azul; a recuperação exigiria treino consistente para retornar ao nível anterior, com reflexão sobre o corpo e a própria evolução (40 anos).
Aos 40 anos, uma inglesa identificou uma chance de recomeçar. Depois de receber o diagnóstico de artrite e um rompante de dor no quadril, decidiu retornar ao kickboxing, seu antigo hobby de adolescência. A decisão veio após uma avaliação com fisioterapeuta, que chamou a atenção para um possível fim de fase, não para o fim do esporte.
A jornalista L Potts começou no kickboxing aos 14 anos, inspirado pela série Buffy; o objetivo era defender-se e, de quebra, conquistar condicionamento. Em quatro anos, atingiu a faixa preta e viveu picos de forma, enfrentando treinos extenuantes e lutas que marcaram sua aprendizagem.
Retorno ao tatame
Em 2024, o retorno ocorreu de forma inesperada na mesma academia onde iniciou a trajetória. O instrutor Alastair continua à frente, junto da mãe Lyn atuando como treinadora. A antiga parceira de sparring, Amy, também apareceu no retorno, compondo um ambiente familiar e de memória muscular.
A prática reacendeu a confiança de Potts, que percebeu facilidade para relembrar sequências de golpes. O treino envolveu jab, cruzado, gancho e uppercut, seguido de chutes frontais e laterais, até o spinning heel kick. A sensação foi de retorno quase instantâneo da memória corporal.
A avaliação técnica
Ao final da sessão, o mentor estimou que Potts, se avaliada na hora, estaria apta a conquistar um segundo dan azul, quatro degraus abaixo da faixa preta. O veredito, por mais encorajador, foi acompanhado de ressalvas sobre técnica e condicionamento aeróbio.
Mesmo com o entusiasmo, a prática exigiu recuperação: no dia seguinte, a atleta encarou necessidade de banho de sal e analgesia, reconhecendo que a forma física demandaria treino contínuo para retornar aos níveis de juventude.
Impacto pessoal e perspectiva
A experiência provocou uma mudança de perspectiva sobre o corpo. Ao revisitar fotos antigas, Potts percebeu que focou apenas em falhas, sem valorizar a capacidade de adaptação e recuperação. O objetivo agora é manter uma visão mais equilibrada sobre o que o corpo pode alcançar ao longo do tempo.
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