- Gustavo Cordoni escalou o Everest e o Lhotse em menos de vinte e quatro horas, concluindo a façanha no dia vinte de maio e tornando-se o sul-americano mais jovem a completar o desafio chamado Double Head.
- A expedição durou cerca de cinquenta dias, com apoio essencial dos Sherpas, que ajudam na preparação, transporte de equipamentos e alimentação.
- Cordoni afirmou ter visto um cadáver a cerca de meia hora do cume, em meio a temperaturas abaixo de menos trinta graus e ventos fortes, em um terreno de alta periculosidade.
- O jovem, de 23 anos, é residente de Curitiba, estudante de direito no último ano, e planeja seguir escalando até completar os quatorze cumes, objetivo que pretende alcançar até 2028.
- O custo estimado para o Everest foi de cerca de US$ 60 mil, incluindo permissões, equipamentos, passagens e gorjetas aos Sherpas, com interesse de atrair patrocinadores para próximas expedições.
Gustavo Cordoni completou duas montanhas em menos de 24 horas, alcançando o Everest e o Lhotse no mesmo início de subida. A façanha ocorreu no dia 20 de maio, em pleno Himalaia, com a dupla escalada sob condições extremas de frio, vento e altitude elevada. O jovem de 23 anos concluiu o desafio conhecido como Double Head, tornando-se o sul-americano mais jovem a alcançar o feito em cerca de 50 dias de expedição.
Cordoni chegou ao topo do Everest e, logo após, vislumbrou o Lhotse, que fica ligado ao gigante asiático. A jornada exigiu apoio de Sherpas, cuja atuação envolve montagem de equipamentos, preparação de alimentação e proteção na escalada. A missão só foi viável com a cooperação dessa equipe local, destacada pelo alpinista.
A fase crítica ocorreu em meio a temperaturas negativas de até -30°C, ar rarefeito e ventos de quase 100 km/h. Cerca de 7.500 metros de altitude ampliaram o risco de desorientação e lesões. O ambiente extremo destaca a natureza arriscada da escalada, mesmo para atletas experientes.
Contexto e percurso
Cordoni é estudante de direito no último ano, natural de Curitiba, e pratica escalada desde os 11 anos. A trajetória inclui aprendizados com Waldemar Niclevicz, o primeiro brasileiro a escalar o Everest. O objetivo do jovem é completar os 14 cumes, considerado por ele a Copa do Mundo do montanhismo, com previsão de conclusão até 2028.
A expedição teve duração de aproximadamente 50 dias e envolveu custos significativos. O gasto estimado para alcançar o Everest fica em torno de US$ 60 mil, incluindo licença de acesso, equipamento, passagens e despesas de suporte no terreno. Cordoni também cita pagamentos de gorjetas a membros da equipe local.
A meta financeira é acompanhada de planos de patrocínio para futuras expedições, como o Cho Oyu e o Manaslu, no Himalaia. O alpinista busca apoio para manter a disciplina necessária à distribuição entre treinamento, estudo jurídico e preparação para novos desafios esportivos.
A mudança de vida proporcionada pela escalada é apresentada como parte do legado desejado pelo atleta. Cordoni planeja inspirar uma nova geração de montanhistas, apresentando a experiência de quem saiu da sala de aula para percorrer os picos mais altos do mundo.
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