- A MotoGP analisa a proposta de ter apenas uma moto por GP para reduzir custos, o que pode deixar pilotos sem moto em caso de acidentes durante o fim de semana, segundo relato no media day do GP da Itália em Mugello.
- Pedro Acosta criticou a ideia, dizendo que é péssima e que, se cair no Warm-Up, não poderia competir; se cair na classificação, não conseguiria se classificar.
- Luca Marini afirmou que a medida piora o espetáculo, destacando a disputa entre motos como atração, e disse que reduzir o número de mecânicos não resolve o gasto das fábricas.
- Jorge Martín adotou postura neutra, mencionando que ouviu rumores, prefere duas motos, mas não controla a decisão da organização e seguirá o que for decidido.
- Joan Mir mostrou otimismo mais contido, enquanto Fabio Quartararo expressou preocupação com flag-to-flag e reforçou que duas motos ajudam o público acompanhar a prova.
O MotoGP avalia a proposta de colocar apenas uma moto por grande prêmio para reduzir custos. A ideia ganhou atenção durante o media day do GP da Itália, com pilotos comentando as possíveis consequências de mudar o formato de cada final de semana. A medida provocaria várias alterações na logística, treinamentos e no espetáculo.
Segundo os pilotos, a mudança impactaria diretamente a participação em sessões, classificações e até a possibilidade de competir caso haja queda. A cobrança é que a redução de motos não comprometa a segurança nem a chance de competir em condições normais de cada sessão.
Reações de pilotos
Pedro Acosta contestou a ideia, afirmando que, na prática, uma única moto prejudica quem cai no Warm-Up ou na classificação, impedindo a participação nas fases seguintes e, consequentemente, prejudicando o andamento do fim de semana.
Luca Marini ressaltou que a uma única moto pode reduzir o apelo do evento, já que parte da emoção depende da recuperação com a segunda moto. Ele ainda apontou que reduzir o número de mecânicos não seria solução para baixar custos.
Jorge Martín, com histórico de quedas, manteve tom neutro e disse não ter certeza sobre a implementação, reforçando a necessidade de acompanhar as decisões da organização e, se houver uma moto disponível, tentar extrair o máximo desempenho.
Joan Mir mostrou serenidade, indicando que ter apenas uma moto não é uma preocupação para ele, citando experiências anteriores na Moto2 e Moto3 como referência.
Fabio Quartararo manifestou preocupação com a viabilidade de realizar corridas com flag-to-flag sob o novo formato, destacando que a presença de duas motos contribui para o espetáculo e para a segurança dos pilotos.
Desdobramentos e contexto
A proposta de limitar a uma moto por GP surge como tentativa de reduzir custos em um mercado com alto investimento de equipes e fabricantes. A forma de aplicação, o impacto em faixas de teste, treinos e pré-classificações, e as respostas da audiência permanecem em discussão entre equipes, pilotos e organizadores.
A discussão envolve ainda questões de logística, como tempo de trabalho dos mecânicos, uso de pneus e estratégias de competição. A MotoGP não confirmou a adoção da medida, mantendo o debate aberto durante o atual ciclo de corridas.
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