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Antonelli, líder da F1 aos 19, diz que pode superar Russell

Aos 19 anos, Antonelli lidera a F-1 com 43 pontos de vantagem sobre Russell, confiante em vencer corridas e em preservar boa convivência na Mercedes

George Russell e Kimi Antonelli na classificação para o GP do Japão
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  • Kimi Antonelli, 19 anos, é líder da Fórmula 1 na segunda temporada, venceu quatro das cinco corridas disputadas e tem 43 pontos de vantagem sobre o vice-líder Russell.
  • O piloto italiano diz que pode bater Russell e vencer corridas, após pressão do companheiro no GP do Canadá, mesmo com o carro nem sempre perfeito.
  • A Mercedes organizou uma conversa entre os pilotos para evitar conflitos futuros; Toto Wolff sinalizou que repetirá a reunião se houver riscos.
  • Antonelli quer evitar uma disputa interna parecida com Hamilton x Rosberg, mantendo boa dinâmica dentro da equipe.
  • Melhorias em Canadá: mudanças na borboleta da embreagem e no sistema de controle da Mercedes melhoraram as largadas; a próxima etapa é o GP de Mônaco.

Antonelli, de 19 anos, assumiu a liderança da temporada da Fórmula 1 após vencer quatro das cinco corridas disputadas. Na segunda temporada, ele abriu 43 pontos de vantagem sobre o piloto da Mercedes, George Russell. A performance colocada em prática ocorre em meio a uma pressão crescente dentro da equipe, principalmente após as disputas com Russell.

O jovem italiano atingiu o topo do campeonato mesmo com dois abandonos de Russell neste início de ano, incluindo o GP do Canadá. Antonelli destacou que, apesar das dificuldades, ele se sente capaz de superar o atual campeão de 2022 e veterano da equipe desde 2019, reforçando a confiança no carro e no próprio ritmo de prova.

O líder italiano afirmou que pode vencer corridas com regularidade. Em entrevista à Gazzetta dello Sport, enfatizou que manter o foco ajuda a manter a motivação, mesmo em fins de semana que não rendem plenamente. O carro tem mostrado velocidade e ele se sente bem fisicamente.

Evolução e relação dentro da equipe

A relação entre Antonelli e Russell evoluiu desde o ano de estreia. O chefe Toto Wolff organizou uma conversa entre os pilotos para evitar riscos desnecessários na pista, após disputas acirradas em sprint e no GP do Canadá. Wolff sinalizou que repetiria a iniciativa, caso necessário.

O italiano reconhece mudanças na dinâmica interna da equipe, que não quer voltar a viver um duelo semelhante ao de Hamilton e Rosberg, em 2016. O objetivo é manter um ambiente competitivo, porém respeitoso, dentro da Mercedes.

Confiança e ajustes técnicos

No Canadá, Antonelli elogiou ajustes na embreagem e no sistema de controle de pista. Ele citou melhorias na borboleta da embreagem e na gestão de desempenho, que contribuíram para largadas mais consistentes. O engenheiro Marcelo Martinelli foi citado pela evolução nos fatores técnicos.

O piloto reforçou que o objetivo é acompanhar Russell em circuitos historicamente favoráveis ao britânico, especialmente em pistas com alto desempenho. Mesmo diante de um abandono do adversário, a leitura principal é de progresso e capacidade de manter o ritmo.

Olhar para a sequência da temporada

Apesar das ressalvas, Antonelli não entra no tema campeonato com ansiedade. Ele destacou que a temporada ainda é longa e que a prioridade é manter a qualidade técnica e o respeito entre os pilotos. A avaliação é de evolução contínua, sem atrito interno.

Ainda há 17 etapas pela frente, incluindo a próxima em Mônaco. O italiano reconheceu que o traçado monegasco pede cautela e estratégia cuidadosa, lembrando um incidente da classificação do ano anterior.

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