- A MotoGP passou a discutir medidas de segurança após os acidentes envolvendo Álex Márquez e Johann Zarco no GP da Catalunha.
- Em Mugello, o diretor esportivo Carlos Ezpeleta se reuniu com equipes para avaliar soluções antes do GP da Itália, com quatro propostas em análise.
- Uma das ideias é ampliar o espaço entre os pilotos no grid de largada, adaptando o posicionamento conforme as características de cada circuito.
- Outra linha envolve o uso dos dispositivos de largada (holeshot), com possível antecipação de mudanças para melhorar a segurança e reduzir empinadas.
- Também estão em estudo soluções para proteger as motos e evitar que membros fiquem enroscados, além de um sistema de alerta visual para problemas mecânicos durante as corridas.
A MotoGP discute medidas de segurança após acidentes graves no GP da Catalunha, em Barcelona. Baixo risco de repetição, a direção iniciou diálogos com equipes e fabricantes para evitar ocorrências semelhantes nas próximas temporadas.
Álex Márquez se envolveu em uma colisão com a traseira da KTM de Pedro Acosta, que teve problema técnico. Apesar do aviso aos pilotos, o incidente ocorreu na prova catalã, elevando a preocupação sobre comunicação e resposta de segurança.
Johann Zarco sofreu outra queda na relargada, quando a perna ficou presa na moto de Pecco Bagnaia. O acidente resultou em fratura na fíbula e danos nos ligamentos, aumentando o debate sobre proteções e mecanismos de liberação.
Na última quinta-feira (28), em Mugello, Carlos Ezpeleta, diretor esportivo da MotoGP, conduziu reunião com representantes de equipes para explorar soluções antes do GP da Itália. Quatro propostas ganharam foco inicial.
Aumento do espaço no grid
A ideia central é ampliar o espaço entre pilotos na largada para reduzir atropelos na primeira curva, especialmente em circuitos com pelotões muito agrupados. A mudança depende de limitações de cada pista.
Alguns traçados apresentam restrições estruturais que dificultam solução uniforme. Por isso, a MotoGP avalia adaptar o grid conforme as características de cada circuito, evitando modelo único para todo o calendário.
Revisão do sistema de largada
Outra linha de estudo envolve dispositivos de largada, os chamados holeshot. Esses mecanismos abaixam a moto para facilitar arrancada, mas exigem frenagem forte para desativação segura.
Pistas de alta velocidade, como Silverstone e Phillip Island, foram citadas como casos relevantes. A MotoGP já considerava retirar o sistema em 2027, com chance de antecipação por questões de segurança.
Proteção das motos e desengate de partes
A categoria analisa mudanças estruturais para evitar que pilotos fiquem presos em quedas. Mudanças na traseira das motos estão entre as prioridades para reduzir riscos de enrosco de membros.
Fabricantes e equipes discutem possíveis reformas para impedir que pernas ou partes do corpo fiquem presas durante impactos, com foco na mitigação de lesões graves.
Sistema de alerta mecânico
Outra proposta envolve um sinal visual para indicar problemas técnicos ou desaceleração brusca durante a prova. A ideia inclui um pisca similar, que poderia alertar pilotos e equipes imediatamente.
Embora não possa cobrir todos os cenários, o recurso pode ajudar a prevenir acidentes em determinadas situações, especialmente em trechos de corrida com disputas lado a lado.
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