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Pedalada de 1.400 km pela Patagônia segue trilha do Fim do Mundo

Roteiro de 1.400 km pela Patagônia expõe paisagens extremas, recuperação ambiental e os efeitos do turismo crescente em parques como Torres del Paine

People cycling in Patagonia with mountains behind them (Credit: Douwe den Held)
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  • Um casal percorreu mais de 1.400 km de bicicleta pela Patagônia, ligando El Chaltén, na Argentina, a Ushuaia, na Argentina, numa variação da rota Fin del Mundo (End of the World).
  • O trajeto foi em grande parte não asfaltado, passando pela fronteira com o Chile e por parques e áreas remotas, com foco na experiência lenta e autoguiada.
  • A viagem acompanha a recuperação da fauna e da paisagem após décadas de depredação, com iniciativas de conservação ampliando áreas protegidas na região.
  • Ao longo do caminho, os ciclistas fizeram paradas em locais como Torres del Paine, abordando também comunidades locais e hospedarias ribeirinhas, além de conhecer guanacos, pumas e penguins.
  • Em Porvenir, no Chile, o grupo teve contato com moradores que descrevem a relação entre atividades agropecuárias e conservação, destacando a irregularidade de áreas além dos parques e a necessidade de roteiros fora dos hotspots.

Patagônia, um imenso território no extremo sul da América, recebe quem busca uma experiência diferente de turismo tradicional. Um casal percorreu mais de 1.400 km de bicicleta, traçando uma rota variada que cruza Argentina e Chile, partindo de El Chaltén e chegando a Ushuaia.

A jornada, realizada em parte por estradas de terra e trilhas, explorou paisagens de pampas, glaciares e serras. O trajeto seguiu o caminho conhecido como Fin del Mundo, com trechos não pavimentados que exigiram preparo e adaptação.

Ao longo de dois continents, o casal cruzou fronteiras entre El Chaltén, Argentina, e Torres del Paine, no Chile, até alcançar a cidade mais austral do mundo, Ushuaia, na Argentina. O objetivo foi vivenciar a região por meio do ciclismo, obtendo uma visão mais lenta e ligada à natureza.

A região teve mudanças significativas na gestão do turismo nas últimas décadas. A conversão de pastagens degradadas em reservas protegidas consolidou-se a partir dos anos 1980, e, hoje, grande parte da Patagônia aparece como vasto conjunto de parques e áreas protegidas. Em Torres del Paine, a expansão de infraestrutura coincidiu com o aumento de visitantes, aumentando a necessidade de manejo de trilhas, resíduos e regras.

Entre os relatos pessoais, o roteiro incluiu encontros com moradores locais. Em uma fazenda na região, uma moradora de 74 anos abriu as portas de casa para oferecer pão artesanal e conversar sobre a vida na planície, a relação com pumas e a convivência entre ranchos e conservação.

A viagem também destacou a fauna típica da região, como guanacos, pumas e aves de rapina, bem como a presença de penguins em áreas costeiras isoladas. Também houve passagem pela ilha Tierra del Fuego, com condições desafiadoras de estrada que atraem ciclistas por suas paisagens e tranquilidade.

Ao final do percurso, o grupo acampou em uma estalagem abandonada às margens de um lago, um ponto histórico para ciclistas que buscam isolamento e contato com a natureza. O local é lembrado por mensagens deixadas por viajantes sobre a experiência de pedalar pela Patagônia.

O relato reforça que o ciclismo permite explorar áreas remotas, além de oferecer oportunidades de conhecer comunidades locais e compreender a dinâmica entre turismo, conservação e uso da terra.

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