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Tempo para retomar academia após parar de fumar, dizem especialistas

Especialistas orientam retomar a prática de exercícios gradualmente, com avaliação médica e orientação profissional, para evitar tonturas, falta de ar e complicações

Descubra como voltar a treinar após parar de fumar de forma segura, recuperar o fôlego e evitar lesões ou complicações graves
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  • A OMS indica que, entre 2000 e 2025, houve 180 milhões de fumantes a menos no mundo, com a participação global caindo de cerca de um terço para 20%.
  • Quem parou de fumar tende a voltar a praticar exercícios aos poucos, conforme estudo da Universidade da Califórnia em São Francisco, que acompanhou mais de cinco mil adultos por 25 anos.
  • Voltar à academia exige cuidado: o tabagismo reduz oxigênio nos músculos, prejudica pulmões e vasos sanguíneos, aumentando o risco de falta de ar, tontura, dores no peito e arritmias se o treino for muito intenso.
  • O caminho recomendado é iniciar de forma gradual e com avaliação médica e orientação de educação física, incluindo exercícios como caminhada, bicicleta e natação no começo.
  • Musculação também é útil desde o início, combinada com treino aeróbico, para preservar massa muscular, aumentar gasto energético e ajudar na recuperação emocional durante a abstinência. Em caso de sinais como falta de ar acentuada, tontura ou dor no peito, interromper o treino e buscar atendimento médico.

A retomada de atividades físicas após abandonar o tabagismo pode ser segura, desde que haja orientação adequada e um retorno gradual. Estudo da Universidade da Califórnia em São Francisco acompanhou mais de 5 mil adultos por 25 anos e mostrou que quem para de fumar tende a aumentar a prática de exercícios ao longo do tempo. Especialistas destacam a importância de planejar o retorno aos treinos.

As marcas deixadas pelo cigarro no organismo aparecem com o passar do tempo. O hábito reduz o oxigênio que chega aos músculos, degrada a função pulmonar e danifica vasos sanguíneos, aumentando o risco de desconforto durante atividades mais intensas. Por isso, o retorno súbito pode provocar falta de ar, tontura, dores no peito e arritmias.

Para quem busca retomar a prática, a orientação médica e de educação física é fundamental. Recomenda-se iniciar de forma gradual e, se houver idade avançada ou fatores de risco, realizar avaliação antes de exercícios de alta intensidade. Atividades leves como caminhadas, ciclismo e natação ajudam a readaptar o sistema pulmonar sem sobrecarga.

A musculação merece integração desde o começo, com acompanhamento técnico. A combinação de treino aeróbico e de força preserva massa muscular e aumenta o gasto energético, contribuindo para o controle de peso e da composição corporal. O objetivo é manter o condicionamento sem pressa excessiva.

Além dos benefícios físicos, a prática regular atua na saúde mental, ao estimular neurotransmissores associados ao bem-estar. O exercício pode reduzir estresse, melhorar o sono e amenizar a fissura pelo cigarro, apoiando o enfrentamento da abstinência.

Sinais de alerta aparecem durante as atividades. Fala-se em falta de ar muito acentuada, tonturas, dor no peito, chiado nos pulmões ou recuperação lenta da respiração. Nesses casos, a recomendação é interromper o treino e buscar avaliação médica imediatamente.

Para evitar lesões e complicações, mantenha o retorno ao esporte alinhado com a realidade do corpo. Respeite o ritmo individual e não tente compensar anos de tabagismo de uma vez. A progressão gradual é o caminho recomendado pelos especialistas.

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