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Surfe vira política de Estado em El Salvador e impulsiona turismo

Surfe como política de Estado: El Salvador usa o Surf City para ampliar turismo, infraestrutura e projeção internacional com impacto econômico

Presidente de El Salvador estampado em prancha de surfe
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  • O Surf City El Salvador Pro acontece em Punta Roca e funciona como vitrine de um projeto que transformou o surfe em política de Estado e fortaleceu a imagem do país no exterior.
  • A construção da rodovia Camino a Surf City recebeu US$ 61,5 milhões e conectou o aeroporto internacional diretamente às praias da região de La Libertad.
  • O governo investiu mais de US$ 40 milhões em saneamento e tratamento de água para preservar a qualidade das praias.
  • Outros US$ 20 milhões foram destinados à revitalização de áreas turísticas e gastronômicas, com a segunda fase do projeto incluindo US$ 96 milhões para infraestrutura no litoral leste.
  • Hoje, o turismo representa entre 10% e 11% do PIB e El Salvador recebe mais de 3 milhões de visitantes estrangeiros por ano, com a ISA e a WSL consolidando a presença internacional; a janela vai até 15 de junho, depois segue para Saquarema, no Brasil.

O Surf City El Salvador Pro transforma a quinta etapa do Circuito Mundial da WSL em uma vitrine de um projeto que mudou a imagem do país. O evento ocorre em Punta Roca, na costa do Pacífico, e reforça uma estratégia que vincula surfe, turismo e desenvolvimento.

Desde 2019, o governo investe para que El Salvador seja lembrado menos pela violência e mais pelas ondas. O programa Surf City abraçou obras de infraestrutura, saneamento e recuperação de áreas turísticas da região leste.

Aposta no surfe

Uma das obras emblemáticas é a rodovia Camino a Surf City, com 61,5 milhões de dólares, ligando o aeroporto às praias da região de La Libertad. A rede viária facilita o acesso dos visitantes às praias de surfe.

Outros 40 milhões foram aplicados em saneamento, preservando a qualidade das praias. Além disso, 20 milhões foram destinados à revitalização de áreas turísticas, com uma segunda fase recebendo 96 milhões para ampliar infraestrutura no litoral leste.

Retorno planejado

Hoje o turismo representa cerca de 10% a 11% do PIB salvadorenho. O país passou de histórico foco na violência para atrair mais de 3 milhões de visitantes estrangeiros por ano.

O presidente Nayib Bukele destacou, ao lançar o projeto, a ideia de desenvolver em torno das ondas para mudar a percepção internacional do país. A frase tornou-se referência do plano.

Parcerias perfeitas

El Salvador tornou-se sede de várias etapas da ISA e da WSL, consolidando parceria que beneficia ambas as partes. O país ganha visibilidade global, enquanto o Circuito Mundial aproveita ondas consistentes.

Punta Roca, uma direita de alta performance que quebra sobre bancada de pedras, tornou-se o principal palco da região, favorecendo competições de surfe de borda e previsibilidade durante a janela de disputa.

Para o Brasil, o histórico também é positivo: Filipe Toledo venceu em Punta Roca em 2023 e foi vice em 2022, reforçando a relação entre o circuito e a região.

Mais do que uma etapa

A janela do Surf City El Salvador Pro vai de sexta-feira até 15 de junho, com a etapa seguinte no Brasil, em Saquarema.

Para El Salvador, o evento representa uma estratégia além do esporte: imagem internacional, turismo e desenvolvimento regional via prática esportiva.

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