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Tênis: como jogadores lidam com nervos e pensamentos sob pressão de marcos

Cobolli supera nervos e avança às quartas de final do French Open; especialistas destacam respiração e gestão de pensamentos sob pressão

Flavio Cobolli said nerves overtook him as he reached the French Open quarterfinals.
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  • Flavio Cobolli disse que os nervos o dominaram na vitória sobre Zachary Svajda, que o levou às quartas de final do French Open.
  • O italiano chegou a ter vantagem de 6-2, 6-3, 6-7(3), 5-2, mas sofreu abalos físicos e acabou vencendo em tiebreak.
  • Cobolli afirmou que gosta de não pensar durante o jogo, mas os pensamentos surgem quando a partida está perto do fim.
  • O texto destaca como nervos podem afetar o corpo e a mente no tênis, com respostas de luta ou fuga, respiração e até náusea.
  • Especialistas e atletas discutem estratégias como controle da respiração, técnicas de respiração e “microações” para manter o foco durante partidas decisivas.

Flavio Cobolli levou o nervosismo a sério nesta segunda-feira no Aberto de França ao alcançar as quartas de final. No fim do segundo set, ele enfrentou o americano Zachary Svajda e viu a partida ficar aberta, vencendo no tiebreak do quarto set. O italiano de 24 anos lutou para manter a cadência diante do público do Court Philippe-Chatrier.

Cobolli descreveu a experiência como um desafio de nervos, com falhas no movimento, saque mais lento e ataques de ansiedade quando a reta final se aproximava. Ele saiu de uma vantagem sólida para uma aproximação tensa do fim, mas confirmou a vaga na próxima fase ao final do set decisivo.

O contexto do torneio ajuda a entender a pressão. A edição deste ano tem surpresas constantes, com poucas cabeças de chave entre os grandes nomes ainda na competição. O status de azarão aumenta a pressão interna e influencia a forma de pensar durante cada ponto.

Nervos, corpo e cérebro no jogo

Especialistas apontam que o corpo reage ao estresse por meio de dois sistemas nervosos, acelerando o pulso, liberando energia e elevando a concentração. Em quadra, esse mecanismo pode gerar tremores, tensões e sensação de peso na raquete.

Pesquisas sobre a relação mente-corpo destacam a importância da respiração para manter a clareza durante o jogo. Técnicas de respiração ajudam a reduzir a turbulência mental e podem facilitar decisões rápidas em momentos cruciais.

Treinadores de ritmo respiratório costumam trabalhar fora das partidas para que os atletas possam acessar o manejo da ansiedade quando necessário. O objetivo é evitar que pensamentos intrusivos atrapalhem a execução ponto a ponto.

O papel dos favoritos e dos oponentes

A psicologia esportiva aponta que a pressão de ser favorito pode gerar armadilhas mentais, com frases como ter que vencer ou precisar alcançar algo específico. Em contrapartida, quem atua como azarão pode ter maior clareza para jogar um ponto de cada vez.

Neste French Open, vários jogadores de mudanças rápidas de status mostram que o equilíbrio entre expectativa e habilidade é essencial para manter o desempenho. A cabeça precisa estar alinhada para não interferir na técnica.

Aos que seguem adiante na competição, a preparação mental continua sendo crucial para enfrentar as próximas partidas. Cobolli, após superar a ansiedade no clutch final, busca manter o foco para melhorar nas próximas etapas do torneio.

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