- Pidcock relembra o duelo com Pogacar em Milão-San Remo: Pogacar caiu a 30 km do fim, venceu a prova e Pidcock ficou a apenas quatro centésimos de perder.
- Mesmo após quase morrer em um vale no Volta a Catalunya, ele terminou a etapa e retornou às provas, vencendo o Tour of the Alps e, recentemente, a nona volta de Novo Mesto no mountain bike.
- Está em boa forma a pouco menos de um mês do Tour de France, após deixar a Ineos e se transferir para a Pinarello–Q36.5 em 2024.
- Diz não sentir extrema empolgação por Grandes Voltas, mas aponta que vencê-las seria a maior conquista da carreira; foca também no título mundial de estrada, no gravel e em mais medalhas olímpicas.
- Acredita que, nas condições certas, pode estar no pódio novamente e até vencer uma Grande Volta no futuro.
Tom Pidcock está em boa fase a pouco mais de um mês do Tour de France, buscando consolidar seu espaço entre os favoritos. Em entrevista, o britânico fala sobre duelos com Tadej Pogacar, insistindo na necessidade de manter o foco sem perder a ousadia.
Pidcock relembra a final em Milão-San Remo, em março, quando Pogacar sofreu uma queda perto do fim. Mesmo assim, o adversário não diminuiu o ritmo e terminou vencendo por apenas alguns centímetros. O britânico o reconhece como excelente e respeita o feito.
O atleta, de 26 anos, destaca que a performance de Pogacar é estimulante, não apenas para fãs, mas para o esporte, que não deve se acomodar com a superioridade de alguém. Pidcock afirma que a admiração pela consistência é parte da disciplina.
Em relação aos desafios recentes, o ciclista passou por uma queda significativa na Volta a Catalunya, caindo num desfiladeiro. Mesmo com fraturas, retornou rápido aos treinos e chegou vitorioso ao Tour of the Alps, mostrando resiliência.
A mudança de equipe, ao deixar a Ineos e migrar para Pinarello–Q36.5, foi apontada por ele como positiva. O atleta também explica ter encontrado satisfação maior no novo ambiente, o que, segundo ele, se reflete nos resultados recentes.
Questionado sobre disputar grandes voltas, Pidcock admite não ser movido pela necessidade imediata. A meta dele é vencer o Mundial de Estrada e, quem sabe, uma competição de três semanas no futuro, mantendo o foco em metas ambiciosas sem pressa.
Trajetória recente e cenário atual
O ciclista lembra o feito de 2022 na Alpe d’Huez, destacando a emoção de vencer diante das multidões. Ele relembra a lição de suportar o sofrimento e manter a concentração minuto a minuto, principalmente com o calor da torcida a poucos centímetros.
Pidcock comenta também a vida fora das provas, destacando hábitos simples de alimentação, o apoio da noiva Bethany e o que faz para manter a forma entre treinos e competições. O foco é manter a rotina sem exageros.
Sobre crashes, o atleta afirma que são parte do esporte e que boa parte depende da posição na pelotônica e da antecipação de riscos. O objetivo é reduzir tempo no que ele chama de zona de maior risco, sem deixar a performance faltar.
A respeito de críticas ao domínio de Pogacar, Pidcock mantém o respeito pelo rival e evita declarar desalento entre os fãs. Acredita que a competitividade alta pode levar o ciclismo a evoluir, sem que a dominância de um atleta tire o interesse do público.
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