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Nova geração do tênis brasileiro projeta ciclo promissor após Roland-Garros

Nova geração de tenistas brasileiros mostra força em Roland-Garros, com João Fonseca nas quartas e jovens atletas em semifinais, sinal de transição promissora

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  • João Fonseca, do Rio de Janeiro, chegou às quartas de final de Roland-Garros, gerando otimismo no tênis brasileiro.
  • Luis Guto Miguel, 17 anos, número quatro do ranking juvenil, chegou à semifinal ao vencer Thilo Behrmann por 6/4, 1/6 e 6/3.
  • Leonardo Storck França avançou às semifinais ao derrotar Jack Kennedy em Paris, com 6/3 e 7/6 (7-1).
  • Victoria Luiza Barros confirmou favoritismo ao eliminar Ha Num Lee e avançar à semifinal, com parciais de 2/6, 6/1 e 6/4.
  • A edição de 2026 de Roland-Garros soma 35 vitórias do Brasil em Grand Slams, o maior número da história, apontando uma transição promissora para o tênis nacional.

O Roland-Garros de 2026 revelou uma renovação promissora do tênis brasileiro. João Fonseca, do Rio de Janeiro, chegou às quartas de final entre os homens, ampliando o otimismo no país. O desempenho também se refletiu no circuito juvenil, com jovens atletas avançando a passos consistentes em Paris. O conjunto de resultados reforça uma fase de transição no tênis nacional.

Nas arquibancadas, torcedores destacaram o nível apresentado pelos juniores brasileiros, que já mostram preparo para competir em alto nível. A projeção é de continuidade do processo de formação, com jovens atletas incorporando experiência internacional desde cedo.

Entre os destaques aparece Luis Guto Miguel, goiano de 17 anos e atual número 4 do ranking juvenil, que chegou à semifinal ao vencer Thilo Behrmann, da Áustria, em decisão de três sets. Já Leonardo Storck França venceu Jack Kennedy em um tie-break para avançar às semifinais. A progressão é resultado de trabalho de longo prazo em clubes e academias.

Leonardo treina desde os 13 anos na Rio Tennis Academy, após chegar de Cuiabá. O espaço de formação envolve a Federação Francesa de Tênis e a Federação Sul-Americana, com o objetivo de lapidar talentos jovens. O técnico Eduardo Frick ressalta a esquerda com uma mão como diferencial técnico, além da garra e da evolução mental do atleta.

Victoria Luiza Barros também avançou às semifinais, ao superar Ha Num Lee em três sets. A jovem valoriza um processo contínuo e o foco diário na quadra, reconhecendo a necessidade de seguir o ritmo de evolução rumo ao profissionalismo. A treinadora Claudia Von der Weck elogia o talento da atleta, comparando seu jogo a referências internacionais pela potência de direita e pela qualidade de saque.

Outra jovem promissora, Victoria Barros, recebeu elogios de especialistas por demonstrar um conjunto de golpes bem desenvolvido e leitura de jogo acima da média para a idade. O desempenho no juvenil é visto como indicativo de potencial impacto no tênis feminino latino-americano nos próximos anos.

Mesmo atletas que não chegaram às fases decisivas mantêm foco na construção do caminho. Pedro Chabalgoity, 18 anos, expressou o sonho de vencer o torneio no futuro, destacando, porém, a importância de avançar passo a passo para evitar ansiedade. Naná, de 16 anos, também reforçou a influência do convívio com atletas de elite, citando a presença de referências como jogadoras profissionais durante a disputa.

Transição promissora para o tênis brasileiro

Em 2026, Roland-Garros registra o maior número de vitórias brasileiras em um Grand Slam, com 35 conquistas até o momento, superando as 26 do US Open de 2014. O conjunto de resultados sinaliza que o Brasil atravessa uma fase de renovação, com uma nova geração capaz de sustentar resultados no médio prazo e ampliar a presença internacional do país.

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