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Darecation: por que viajantes escolhem férias que machucam

Viagens de endurance ganham espaço: ultramaratonas e trilhas extremas atraem turistas dispostos a enfrentar condições extremas

Getty Images Two trail runners cross an alpine valley beneath a glacier during an ultramarathon in the Alps (Credit: Getty Images)
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•16 corredores participaram da World’s Highest Marathon, no Chile, que começa no Ojos del Salado, o vulcão mais alto do mundo, a 6.893 metros de altitude; apenas cinco chegaram ao início devido a ventos de até 100 km/h e temperaturas de -30°C após quase 11 horas de subida.

  • Sara Storey percorreu cerca de 30 horas para completar a prova, dizendo que o desafio ficou próximo aos seus limites e que faria novamente para mostrar do que uma pessoa comum é capaz.
  • A tendência de viagens extremas, chamadas de “darecations”, vem ganhando espaço: a Pinterest aponta aumento de 75% nas buscas por turismo de aventura em 2026 e seguros de viagens esportivas registraram alta de 182% nos últimos dois anos.
  • O UTMB World Series, principal organizador de corridas de montanha, cresceu: de 1 programa em 2003 para mais de 60 corridas em todo o mundo, com participação anual de 170 mil pessoas.
  • Exemplos de provas extremas citadas incluem Marathon des Sables, Barkley Marathons, Ultra Trail de Mont Blanc e até corridas em locais inusitados, como minas na Suécia, mostrando que o desafio está em cada vez mais lugares.

O que acontece: uma nova onda de viagens extremas cresce entre os viajantes, com pessoas buscando desafios físicos em locais remotos. O caso mais destacado envolve a World’s Highest Marathon, realizada no Chile neste ano, que reúne atletas para uma prova que vai muito além de um maratona comum.

Quem está envolvido: entre os participantes está Sara Storey, uma ultramaratonista que participou da prova. Ao todo, 16 corredores formalizaram inscrição para o evento. A organização da World’s Highest Marathon coordena o esforço, com apoio logístico de especialistas em aventuras extremas.

Quando e onde: a edição ocorreu no Chile, começando no topo do Ojos del Salado, o vulcão mais alto do mundo, a uma altitude de 6.893 metros. Os corredores enfrentaram condições severas desde o acesso ao ponto de início.

Por quê: o objetivo é testar limites humanos e explorar uma conexão com a natureza. A prova exige escalar por cerca de 11 horas apenas para chegar ao marco de largada, antes de percorrer 42,195 km em altitude extrema.

Aprofundando, o desafio: a atleta afirmou ter ficado quase 30 horas em movimento durante a jornada, descrevendo o confronto entre o corpo e a altitude como próximo de seus limites. Ainda assim, declarou que voltaria a participar, para demonstrar o potencial de pessoas comuns.

Contexto de tendência: o conceito de “darecations” ganhou força, com a Pinterest divulgando aumento de 75% nas buscas por turismo de aventura para 2026 e projeções de crescimento em viagens de alto adrenaline entre Gen‑Z e Millennials.

Mercado e demanda: empresas de seguros especializados registraram alta no interesse em viagens esportivas, com crescimento expressivo em trekking, alpinismo e maratonas. A procura por coberturas associadas a atividades extremas ganhou fôlego nos últimos dois anos.

Sobre o ultramaratona: o ultramarat?on é prova com distância superior à maratona tradicional, variando conforme o traçado. O UTMB World Series, principal organizadora, atua globalmente, ampliando eventos de 60+ em 2022 para mais de 60 hoje, com participação anual que já alcança centenas de milhares.

Visão de especialistas: a psicologia do esporte aponta dois perfis entre os atletas: quem busca estar ao ar livre por prazer e quem encontra motivação em superar padrões. A singularidade dos ultramaratonistas está na experiência vivida ao longo da prova, não apenas no tempo.

Outros exemplos: o ecossistema de corridas extremas inclui a Marathon des Sables no Saara, estágios na Namíbia e Jordânia, a Barkley Marathons nos EUA e o Ultra Trail de Mont Blanc pela tríplice fronteira europeia, entre outros.

Conectando com o todo: especialistas destacam que a motivação pode ir além do desafio físico, envolvendo bem-estar mental e a apreciação da natureza em cenários remotos. A linha entre turismo de aventura e treino extremo tem se estreitado.

Perspectiva futura: eventos como a World’s Highest Marathon voltam a ganhar notoriedade, com edições anunciadas para 2027 em outros países, ampliando a oferta de ultramaratonas e atividades de resistência para viajantes interessados em experiências únicas.

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