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Óleo de carro de Fórmula 1 com receita secreta leva 9 meses para ficar pronto

Laboratório da Motul na França levou nove meses e cerca de quarenta testes para desenvolver o fluido da transmissão utilizado pela McLaren no Mônaco de 2026

Lubrificante da caixa de câmbio do McLaren MCL40 passou por 40 testes antes de ser utilizado no carro da F1 2026
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  • A Motul, na França, desenvolve o fluido usado na caixa de câmbio e no diferencial do McLaren MCL40.
  • Foram cerca de nove meses para chegar ao óleo ideal, após realizar aproximadamente quarenta testes.
  • O desenvolvimento ocorre em meio a mudanças técnicas da F1, incluindo maior participação elétrica no conjunto drivetrain.
  • O processo envolve avaliação de viscosidade e testes em condições frias e a 50 °C para garantir desempenho estável.
  • A Motul planeja, a partir do próximo ano, produzir o óleo de motor, transmissão e diferencial também para o FIA World Endurance Championship (WEC).

O óleo de carro utilizado na McLaren passa por um desenvolvimento minucioso no laboratório da Motul, em Vaires-sur-Marne, França. O processo envolve testes rigorosos para chegar ao fluido que atua na caixa de câmbio e no diferencial do MCL40.

A parceria entre Motul e McLaren resultou de anos de atuação da fabricante em outras categorias, como Le Mans e Dakar. No caso da temporada 2026, foram necessários cerca de nove meses para definir a fórmula ideal para a equipe britânica.

Para entender esse trabalho, a Motul realizou cerca de 40 testes antes da aprovação final pela McLaren, a partir de sua sede em Woking, no Reino Unido. O objetivo é controlar o atrito, a geração de calor e o consumo de combustível.

Receita secreta

O fluido desenvolvido pela Motul é um lubrificante sintético destinado a reduzir o atrito entre componentes da transmissão. A fórmula exata permanece guardada pela empresa, como prática comum na indústria.

A produção envolve várias etapas: mistura de base de alta performance com aditivos antidesgaste, antiespumante e modificadores de viscosidade. O processo dura de 50 minutos a 1 hora, com testes de viscosidade em câmaras frias e a 50°C.

A viscose do fluido é verificada por meio de esferas metálicas que simulam rotação do motor em diferentes temperaturas, permitindo observar marcas de desgaste e eficiência.

Além do desenvolvimento do fluido para transmissão, a Motul também prepara lubrificantes para resfriamento de baterias e sistemas elétricos, estudo iniciado para atender carros elétricos e híbridos na competição.

Lubrificantes x Eletrificação

O regulamento da F1 permitiu aumento da participação elétrica, com a energia do MGU-K passando de 15% para até 50%. A Motul destaca que o fluido ajuda no resfriamento eficiente do sistema elétrico, reduzindo riscos de aquecimento excessivo.

O laboratório da Motul também testa o fluido em ambientes extremos, simulando frio intenso para confirmar funcionamento em países com temperaturas negativas. Esse cuidado é essencial para manter o desempenho em diferentes pistas.

Como parte da estratégia de McLaren para 2026, o MCL40 expõe componentes em um chassis montado na sede da equipe em Woking, acompanhando o avanço tecnológico e a integração entre motor, transmissão e sistema elétrico.

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