- A equipe Aston Martin THOR leva o Valkyrie de volta às 24 Horas de Le Mans, com expectativas mais altas que no ano anterior.
- Em 2025, o carro enfrentou problemas de desempenho e até uma porta que abriu durante a prova; terminou em 11º e 13º, recebendo apenas um ponto no mundial de construtores.
- Nesta temporada, o desempenho vem melhorando: Fuji ficou em quinto e Bahrein, em sétimo; em Spa, o carro #009 chegou em quarto e o #007 disputou a vitória até o fim.
- A equipe não usa Evo Joker ainda, aposta em evolução do software e no conjunto de pneus; há seis a sete engenheiros de software trabalhando com os pilotos para extrair mais desempenho.
- Nos testes de Le Mans, o Valkyrie mostrou equilíbrio entre as oito fabricantes, com tempo bom e previsão de tempo seco; os pneus Michelin Pilot Sport Endurance devem aquecer com mais facilidade. Também foi confirmado o reforço da dupla do IMSA: Ross Gunn no #007 e Roman De Angelis no #009.
Às vésperas de sua segunda participação na categoria Hypercar das 24 Horas de Le Mans, a Aston Martin THOR encara uma realidade mais complexa que no ano passado. O Valkyrie atrai atenção de fãs e imprensa, especialmente pela potência do motor V12 Cosworth 6.5L, que rende até 1000 cv na versão de rua, ainda que reduzido no FIA WEC.
Na edição de 2025, o carro estreou no WEC nos 1812 Km do Catar e enfrentou problemas de desempenho e falhas, incluindo uma porta que abriu durante a corrida. Ao final, os dois carros terminaram em 11º e 13º, somando apenas um ponto no campeonato de construtores.
Neste ano, as expectativas aumentam. Em Imola, o #007 marcou 9º lugar, enquanto em Spa o #009 ficou em 4º e o #007 em 4º, após uma disputa com Kamui Kobayashi. A equipe avalia que melhor estratégia pode levar a resultados mais expressivos em Le Mans.
Desempenho e evolução
O Valkyrie ainda tem margem de evolução, sem Evo Joker até o momento. A Aston Martin aposta em melhorias de software e controle de tração, com foco na estabilidade do conjunto para o BoP da categoria. A perspectiva é manter o carro competitivo sem grandes atualizações em 2027.
A direção técnica destaca o papel do software na performance. Engenheiros de software trabalham com os pilotos para validar sistemas e extrair mais desempenho das limitações de hardware impostas pelo regulamento. O progresso vem do ajuste eletrônico.
Os pneus também influenciam o andamento. Os novos Pilot Sport Endurance da Michelin aquecem com maior facilidade, o que ajuda na aderência inicial e na conservação dos compostos na parte traseira do veículo. A atualizar pode impactar a estratégia de corrida.
Pilotos e preparação
A equipe confirmou o acerto com a dupla de IMSA: Ross Gunn no carro #007 e Roman De Angelis no #009. O lineup já está alinhado com a preparação de Le Mans, buscando consistência e melhor aproveitamento do conjunto.
Durante os testes realizados no dia anterior à prova, o Valkyrie mostrou equilíbrio entre as oito fabricantes presentes, com voltas próximas entre as equipes. Apesar de os treinos não definirem o resultado, apontam para um carro capaz de brigar pelas primeiras posições.
Em Spa, Tom Gamble e Harry Tincknell destacaram a competitividade do carro. Ao longo da pré-temporada, a Aston Martin realizou vários testes para aprimorar o controle de tração e o acerto geral, com a expectativa de chegar entre os 10 primeiros em Le Mans.
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