- A educadora física Dani Tonette, 42 anos, sofreu AVC hemorrágico durante a Volta Internacional da Pampulha, prova de 18 quilômetros em Belo Horizonte, em 2022.
- O inchaço no cérebro foi tão intenso que foi necessário retirar metade do crânio para dar espaço à recuperação; posteriormente, foi instalada uma prótese no local.
- A cirurgia realizada é a craniectomia descompressiva, indicada para proteger o cérebro na fase aguda do AVC hemorrágico.
- Quatro meses depois da retirada do crânio, Tonette fez cranioplastia para reconstruir a cabeça com a prótese; no dia seguinte, afirmou sentir a vida “voltando”.
- A recuperação envolveu fisioterapia, fonoaudiologia e treino gradual; hoje ela volta a correr, treinar e lecionar, usando a experiência para incentivar autocuidado e atividade física.
Dani Tonette, educadora física de 42 anos, sofreu AVC hemorrágico durante a Volta Internacional da Pampulha, corrida de 18 quilômetros em Belo Horizonte, em 2022. O cérebro chegou a inchar de forma grave, levando à retirada de parte do crânio para a descompressão. Posteriormente, foi instalada uma prótese no local.
A atleta iniciou a prova animada, acompanhada do marido. No quilômetro 9, porém, sentiu uma dor de cabeça intensa e visão turva. Procurou o muro para descansar e ligou para o marido. Houve desmaio e socorro imediato, com encaminhamento rápido ao hospital, graças à organização da prova.
Cirurgia e descompressão cerebral
A equipe médica diagnosticou um AVC hemorrágico grave. Foi realizada a craniectomia descompressiva, retirada temporária de parte da calota craniana para permitir o inchamento do cérebro sem comprimir estruturas vitais.
Depois de alguns meses, a parte removida pode ser reconstituída com o retorno da circulação e a reconstrução craniana. A prótese pode substituir o osso original, restabelecendo proteção e contorno facial.
Após a cirurgia
Tonette perdeu os movimentos do lado direito e a fala. A recuperação, que costuma levar dois anos, começou a apresentar avanços em 15 dias, impulsionada pela massa muscular adquirida ao longo da vida. Em uma semana, perdeu 10 kg e recebeu assistência contínua.
Quatro meses após a retirada, ocorreu a cranioplastia com a colocação da prótese. A energ ia retornou e a recuperação ganhou ritmo. Hoje, a educadora física retoma atividades, incluindo treino e aulas, mantendo a prática como parte da sua missão.
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