- Globalmente, a corrida em trilhas vem crescendo cerca de 12% ao ano entre 2010 e 2024, com um aumento de 29% no total de provas, segundo a International Trail Run Association (ITRA).
- No Brasil, a participação em provas de trilha saltou de 7 mil em 2024 para 9 mil em 2025, com projeção de atingir 14 mil em 2026, segundo a X3M.
- Motivações incluem bem‑estar, desconexão da rotina urbana e experiência ao ar livre; a prática também pode melhorar o humor e reduzir estresse e ansiedade.
- A prática exige preparo específico: terreno irregular, subidas e descidas intensas exigem treino de estabilidade, equilíbrio, coordenação e força, além de planejamento e hidratação para evitar riscos.
- O caso do professor Bruno Reis ilustra mudança de rotina: saiu do asfalto para trilhas, passando a priorizar a natureza e participando de diversas provas, até em ambientes variados como montanhas e neve.
A corrida em trilhas ganha espaço entre brasileiros que buscam bem-estar, desafio e desconexão da rotina urbana. O movimento, conhecido como trail running, une esforço físico, natureza e terrenos irregulares, atraindo atletas amadores e profissionais no Brasil e no mundo.
Dados globais da ITRA indicam crescimento de cerca de 12% ao ano entre 2010 e 2024, com 29% a mais de provas nesse período. No Brasil, a X3M aponta salto de 7 mil praticantes em 2024 para 9 mil em 2025, com previsão de 14 mil em 2026.
A prática também é defendida por especialistas. O médico do esporte Guilherme Dilda afirma que o contato com a natureza melhora humor e reduz estresse, respaldando benefícios de exercícios ao ar livre. A redução da poluição ambiental também é destacada por fisiatras.
Segundo o treinador Gabriel Teixeira, o atrativo fica na mudança de cenário: estática do asfalto cede espaço a trilhas desafiadoras, com sensação de pertencimento ao ambiente. Muitos corredores relatam cansaço com a repetição de rotinas urbanas.
Por que a trilha exige preparo
A modalidade impõe ajustes constantes de equilíbrio e postura, com músculos estabilizadores mais solicitados. Glúteos, panturrilhas e isquiotibiais trabalham forte em subidas, enquanto descidas elevam o esforço no quadrícipe.
Especialistas alertam para riscos como entorses, desidratação e lesões, especialmente entre iniciantes. Desempenho na trilha não é igual ao da rua; terreno imprevisível exige planejamento e fortalecimento.
A hidratação e o conhecimento do percurso são fundamentais. Iniciantes devem treinar com acompanhamento profissional, começar com percursos curtos e fortalecer o corpo antes de avançar. O treinamento de força é considerado indispensável para trilhas.
Bruno Reis, professor de educação física, é exemplo de transformação: saiu do asfalto para as trilhas, praias, florestas e até neve. Hoje, a prática é parte central de sua vida, com várias provas na bagagem.
Como começar com segurança
Especialistas ressaltam a importância de não treinar sozinho em locais remotos. Iniciantes devem optar por trilhas menos técnicas e aumentar gradualmente a dificuldade, respeitando limites do corpo. A preparação inclui dedicação a subida, descida e estabilidade.
Para quem já atua há tempo, a extensão da prática varia conforme a disponibilidade de tempo e o objetivo pessoal. O interesse por experiências ao ar livre continua crescendo, impulsionado pela promessa de bem-estar físico e mental.
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