- O campeonato brasileiro de jiu-jítsu de 2025 bateu recorde de participação, com mais de 7,2 mil atletas inscritos, segundo a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu.
- A prática cresce no Brasil e atrai pessoas de diferentes idades, buscando saúde, condicionamento físico e qualidade de vida.
- Os benefícios incluem força funcional, melhor condicionamento cardiovascular, flexibilidade e postura; uma aula pode gastar entre 600 e 1.000 calorias, com efeito EPOC após o treino.
- As academias em regiões periféricas ganham destaque por promover inclusão, desenvolver disciplina e oferecer ambiente seguro para crianças e adolescentes.
- Histórias de transformação destacam Caio Luiz Aguiar, que se tornou professor, e Glauber Peter Andrade, que coordena projeto social em Ceilândia, mostrando impactos além do tatame.
Muito além da luta: os benefícios do jiu-jítsu no dia a dia
O jiu-jítsu vive momento de expansão no Brasil. Dados da CBJJ indicam recorde de participação no campeonato brasileiro em 2025, com mais de 7,2 mil atletas inscritos. A prática tem atraído quem busca saúde e qualidade de vida, além de competição.
A modalidade cresce entre crianças, adultos e idosos. Em Brasília, relatos apontam emagrecimento, disciplina, inclusão social e autoestima fortalecida. O treino combina força, resistência cardiovascular, flexibilidade e coordenação motora.
A prática enfatiza o corpo como um todo, com participação integrada de braços, pernas, core e lombar. Segundo o professor Ricardo Moreno, a prática desenvolve força funcional, melhora a capacidade cardiovascular e reduz dores do dia a dia.
O condicionamento ocorre pela alternância entre explosão muscular e controle da respiração. Movimentos de empurrar, puxar e sustentar o próprio peso fazem parte da rotina, contribuindo para atividades cotidianas com mais resistência.
O gasto calórico varia entre 600 e 1.000 calorias por aula, dependendo da intensidade. O efeito EPOC mantém o organismo ativo após o treino, aumentando a recuperação muscular. A prática também ajuda na postura e no equilíbrio da coluna.
Dentro e fora do tatame
Com o tempo, o aprendizado se reflete fora da academia. O fortalecimento do core traz postura mais estável e menos desconfortos ao ficar longos períodos sentado. A saúde cardiovascular se beneficia pela elevação da frequência cardíaca durante as sessões.
Caio Luiz Aguiar, 27, cartorário e faixa marrom, viveu uma transformação ao longo de nove anos no jiu-jítsu. Em 2024, após a morte do sensei, assumiu coordenação e, neste ano, passou a dirigir uma turma competitiva. A prática é vista como caminho coletivo.
Caio destaca que a evolução depende de convivência com parceiros de treino mais experientes e também de aprender com os próprios erros. O professor ressalta o papel social das academias, sobretudo em áreas periféricas, como espaço seguro para jovens.
Além disso, o centro de treinamento registra inclusão de três alunos com transtorno do espectro autista, com uma aluna faixa azul auxiliando turmas juvenis. Essas iniciativas mostram o tatame como espaço de acolhimento e desenvolvimento.
Competição
Glauber Peter Andrade, faixa preta com 16 anos de experiência, administra o próprio centro de treinamento e coordena projeto social em Ceilândia há seis anos. O foco inclui crianças desde a primeira infância e benefícios que vão além da preparação física.
Segundo Glauber, o jiu-jítsu desenvolve coordenação, disciplina e convivência social. O projeto atende alunos com autismo, ajudando na aceitação de toque e suor. A competição é vista como opção para quem quer aprimoramento.
Para Glauber, a arena competitiva ensina saber ganhar, perder, respeitar adversários e lidar com frustrações. Embora nem todos que treinam queiram competir, ele afirma que o ambiente estimula habilidades úteis na vida.
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