- Ataques homofóbicos a jogadores da seleção brasileira de vôlei reacendem debate sobre inclusão e o papel das marcas.
- Estudo Oldiversity, da Croma Consultoria, mostra que 75% da LGBTQIA+ apoia movimentos de diversidade e se sente representada na comunicação das marcas; 77% se reconhece em propagandas sobre o tema e 73% acredita que a diversidade deve fazer parte das empresas.
- O levantamento também aponta que 73% deixam de comprar de empresas associadas a comportamentos preconceituosos e 49% avaliam que marcas brasileiras ainda exibem práticas discriminatórias.
- Ainda segundo a pesquisa, 38% dos brasileiros veem riscos para as marcas ao pautar diversidade, enquanto 35% entendem que há risco em associar a imagem à comunidade LGBTQIA+.
- A mensagem para as empresas é clara: diversidade deixou de ser pauta institucional e passou a ser prática de reputação, relacionamento e relevância com consumidores.
Alguns jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei enfrentaram ataques homofóbicos nas redes sociais, em meio ao foco na Copa do Mundo. O episódio expõe a pressão que o tema diversidade impõe ao esporte nacional, mesmo com sinais de mudança de comportamento entre o público.
A repercussão envolve atletas que revelaram publicamente sua orientação. O caso evidencia uma contradição: ataques persistem online, mas há demanda crescente por inclusão, representatividade e respeito nas marcas que apoiam o esporte.
O tema ganha dimensão no mês da diversidade, quando pesquisas mostram que consumidores LGBTQIA+ valorizam marcas comprometidas com diversidade. Dados de mercado indicam que esse público busca representação autêntica na comunicação das empresas.
Estudo aponta novas dinâmicas de consumo
A Croma Consultoria, por meio do estudo Oldiversity, aponta que 75% de consumidores LGBTQIA+ apoiam movimentos de diversidade e se sentem representados pela comunicação das marcas, acima dos 60% da população em geral.
O levantamento também revela que 77% dos entrevistados se reconhecem em campanhas que abordam diversidade, e 73% entendem que a diversidade deve fazer parte de empresas e marcas. A inclusão hoje sustenta conexão com o público.
Para Edmar Bulla, fundador da Croma, os ataques aos atletas mostram resistência social, mas os dados ressaltam a importância para as marcas: representatividade influencia reputação, preferência e decisão de compra, com o silêncio não sendo mais neutralidade.
O estudo aponta ainda que 73% do público LGBTQIA+ evita produtos de empresas associadas a preconceito, enquanto quase metade considera que marcas brasileiras mantêm práticas discriminatórias, destacando o gap entre discurso e prática.
Mercado adota nova lógica de posicionamento
A pesquisa sinaliza mudança na percepção de risco: não apenas posicionamento, mas omissão pode ser interpretada como falha de valores. Consumidores, investidores e colaboradores cobram coerência entre discurso e prática.
O caso da seleção brasileira ilustra esse cenário: redes sociais amplificam discursos de ódio, mas também mobilizam apoio e cobrança. Para marcas, diversidade deixa de ser pauta institucional e passa a influenciar reputação diária.
Em um ambiente cada vez mais conectado, a inclusão deixa de ser apenas tema de comunicação. Passa a orientar relacionamento, confiança e relevância para públicos que desejam ver identidades refletidas pelas marcas.
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