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Venda do Estudiantes ao investidor Diego Megía enfrenta Jaime Siles (IMF) e acionistas

Estudiantes vende a Diego Megía por 6,6 milhões de euros; Siles contesta o processo e avalia medidas legais

Jaime Siles, consejero de Naturgy, e Ignacio Triana, presidente y accionista del Movistar Estudiantes de baloncesto.
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  • O Club Estudiantes de basquete negocia a venda de ações ao investidor Diego Megía, com os dois acionistas de referência somando aproximadamente 50% do capital.
  • Megía pagará 9 euros por ação, avaliando a empresa em 6,6 milhões de euros, e planeja injetar 15 milhões de euros via novas leis de capital.
  • O concorrente Jaime Siles, representando IFM Investors, ofereceu 9,3 euros por ação (até 6,8 milhões) com garantias de 20 milhões em patrocínios; Siles denuncia supostas negligências no processo.
  • Triana e Olivenza afirmam ter decidido vender juntos, sem necessidade de aprovação do conselho; o Conselho Superior de Esportes deverá validar a operação por ultrapassar 25% de uma SAD.
  • A operação ocorre após o Estudiantes quase subir à Liga ACB; patrocinadores como Movistar são citados como fundamentais, e a dívida com a Fazenda chegou a quase 11 milhões de euros em 2010, com a última parcela acima de 1 milhão.

O Estudiantes de baloncesto está prestes a mudar de mãos em um processo rápido que durou apenas 10 dias. O negócio envolve a venda de participação da gestão, com dois acionistas de referência aceitando a proposta de um investidor externo. O preço por ação estabelece o valor total da operação em 6,6 milhões de euros, com a promessa de injetar 15 milhões adicionais via novas ampliações de capital.

Os acionistas majoritários Ignacio Triana e Vicente Olivenza concordaram em vender seus blocos de ações para o investidor Diego Megía, fundador da Taula Capital. A transação envolve quase metade do capital da SAD Estudiantes, demonstrando a importância dos acordos entre os sócios para o futuro da entidade.

Proposta e concorrência

A oferta de Megía foi considerada a melhor pelos atuais proprietários, que somam cerca de 47,9% do capital entre Triana (23,6%) e Olivenza (24,3%). O investidor rival Jaime Siles, representante de IFM Investors, chegou a apresentar uma proposta de 9,3 euros por ação, com garantia de 20 milhões em patrocínios, mas ficou atrás na avaliação de viabilidade para a SAD. Siles alega falhas no processo e afirma considerar medidas legais.

Triana afirma que a venda foi uma decisão dos dois acionistas como proprietários dos blocos, sem necessidade de aprovação do conselho para a operação. Olivenza completa que a escolha recaiu sobre a proposta com solidez técnica e financeira, considerando também o impacto de patrocínios frente a aportes de capital. Os dois destacam que já receberam várias ofertas no passado, com propostas de menor densidade.

Segundo Triana, o interesse de Megía surgiu antes da fase decisiva de ascensão à Liga ACB, com conversas iniciadas antes do torneio. A data de início de negociações com Siles é apontada como 17 de junho, enquanto Triana afirma que o comprador final já estava em pauta antes disso. Siles sustenta que não houve reunião com Triana até aquele dia.

Ponto de vista dos envolvidos

Triana defende que o capital aportado pelo vencedor da disputa é superior ao oferecido por Siles, ao sustentar que a proposta de Megía traz garantias e aporte financeiro estáveis. Olivenza observa que a parceria com Megía traz fidelidade econômica e viabilidade para o clube, incluindo patrocinadores estratégicos. Siles, por sua vez, afirma que sua fórmula de patrocínios evita diluição de pequenos acionistas da SAD, entre eles a Fundação e o próprio Estudiantes.

Megía, com gestão de ativos de mais de 8,5 bilhões de dólares segundo Bloomberg, comprometeu-se a dois aportes: uma primeira extensão de capital de 6 milhões de euros e, posteriormente, uma segunda de 9 milhões de euros. O montante total de patrocínios ainda depende de garantias firmadas, segundo a avaliação de Siles.

Perspectivas regulatórias e financeiras

A trilha regulatória envolve a validação do Conselho Superior de Deportes (CSD), necessário para mudanças que envolvam mais de 25% de uma SAD. A expectativa é de aprovação rápida, segundo Triana, que também salienta a solvência da operação. O clube espera que a transação preserve a viabilidade econômica e garanta continuidade na temporada.

O capítulo financeiro envolve a quitação de débitos herdados com a Agência Tributária, que já chegou a 11 milhões de euros em 2010. A última parcela da dívida é inferior a um milhão, e Triana afirma que a operação com Megía não objetiva esse pagamento específico, mas reforça a sustenção econômica com o apoio de patrocinadores, especialmente Movistar.

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