- A FIA aprovou, por ampla maioria, a eliminação do limite de mandatos para a presidência da entidade, abrindo espaço para que Mohammed Ben Sulayem permaneça no cargo além dos 12 anos atuais.
- A decisão foi tomada durante a assembleia geral da FIA realizada em Macau, com 90,71% dos votos favoráveis.
- Com a mudança, Ben Sulayem, de 64 anos, poderá seguir na presidência além do limite anterior; também pode haver remoção futura do obstáculo de idade, que impede candidaturas acima de 70 anos.
- Além disso, houve endurecimento das regras para candidaturas à presidência, exigindo experiência prévia em entidades ligadas à FIA e a apresentação da composição completa da equipe de vice-presidentes com 100 dias de antecedência.
- As alterações geraram críticas de figuras do automobilismo, que apontam riscos à renovação institucional e à governança, conforme reportado pela BBC Sport.
A FIA aprovou o fim do limite de mandatos para a presidência da entidade. A decisão, tomada em assembleia geral realizada em Macau, recebeu 90,71% de votos favoráveis, permitindo que Mohammed Ben Sulayem permaneça no comando por mais tempo que o antigo teto de 12 anos.
A mudança busca padronizar a duração dos mandatos entre órgãos internos da FIA, alinhando regras com estruturas como o Senado e os Conselhos Mundiais. O atual presidente, aos 64 anos, poderá cumprir mandatos adicionais além do limite anterior. Também surge a possibilidade de revisar a idade máxima para candidaturas.
Novas regras para candidatura
Entre as mudanças aprovadas, as regras para quem concorre à presidência ficaram mais rigorosas. Candidatos precisam comprovar experiência prévia em entidades ligadas à FIA e apresentar a composição completa de sua equipe de vice-presidentes com 100 dias de antecedência, prazo maior que o dobro do anterior.
Reações e contexto
Críticos do automobilismo contestam a medida, afirmando que facilita a concentração de poder e dificulta a renovação da liderança. Há quem veja ganhos em governança, mas outras vozes temem menos espaço para oposição e novas propostas dentro da federação.
O debate sobre a gestão de Ben Sulayem ganhou força nos bastidores, com relatos de que as mudanças podem reduzir a possibilidade de candidaturas adversárias em eleições futuras. A FIA não divulgou outras mudanças além das já aprovadas.
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