- Aryna Sabalenka, atual número um do mundo, sofreu um colapso intenso no Aberto da França contra Diana Shnaider, perdendo a partir de 5-3 no segundo set e cedeu 10 games seguidos, abrindo espaço para questionamentos sobre sua forma e emoções.
- Após o jogo, ela admitiu ter pensado em abandonar o tênis, descrevendo ter entrado em um “poço profundo” diante das condições adversas e da cobertura aberta do teto.
- Em entrevista pré-Wimbledon, Sabalenka disse que continua trabalhando para controlar as emoções, usa gritos com a equipe para liberar pressão e não pretende abandonar o esporte.
- Ela afirmou ter evoluído desde Break Point, aceitando parte de sua emotionalidade e procurando formas de gerenciar isso sem perder a competitividade.
- Fora das quadras, a atleta é lembrada por seu estilo intenso e por relacionamentos e polêmicas públicas; hoje já envolve o noivo Georgios Frangulis e mantém uma vida pessoal frequentemente destacada pela mídia.
Aryna Sabalenka, atual número 1 do ranking, viveu um momento de ruptura no tênis francês na semana passada. Após dominar a quadra no Abierto da França, a jogadora sofreu uma reversão surpreendente nas quartas, em condições climáticas adversas e teto aberto. O resultado final, com queda de 7-5 e 6-0 no segundo set, encerrou sua sequência de vitórias.
A pressão de uma performance impecável, aliada a falhas do vento e da organização, marcou a derrota para Diana Shnaider. Em poucos minutos, Sabalenka saiu de provável finalista a uma derrota histórica, gerando reflexos sobre seu modo de jogar e de lidar com as emoções.
Em entrevista de viés técnico, a jogadora reconheceu a dificuldade de manter o controle emocional durante as partidas, mas ressaltou que não pretende abandonar o esporte. Ela afirmou que o momento foi utilizado para avaliar estratégias de recuperação e foco antes de Wimbledon.
A trajetória de Sabalenka inclui títulos expressivos e desafios pessoais. Aiteira de Minsk, na Bielorrússia, cresceu em uma família esportiva e disputou o circuito profissional desde 2015. Tornou-se campeã do Australian Open em 2023 e defendeu o título no ano seguinte, além de vencer o US Open em 2024 e 2025.
Em Paris, a atleta admitiu ter enfrentado episódios de explosividade no jogo, que, segundo ela, surgem de uma pressão interna para não falhar. Ela relatou que passou por um processo com a equipe para canalizar a emoção de forma construtiva, sem prejudicar o desempenho.
Em relação a lacunas de comportamento, Sabalenka descreveu a postura de lidar com o próprio grito e com a reação aos erros como parte de seu estilo. Ela mencionou que a explosão pode abrir espaço para negociar com a equipe, desde que não prejudique o adversário.
A vida fora das quadras também ganha repercussão. Sabalenka mantém um relacionamento com o empresário Georgios Frangulis, com quem se envolveu após algumas vitórias importantes. O anel de noivado e a reação pública ao compromisso geram curiosidade sobre como a atleta gerencia a imagem pública.
A atleta destacou que o cenário político envolvendo Bielorrússia e a Guerra no leste europeu costuma impactar o modo como é recebida por adversários de determinadas nacionalidades. Ela ressaltou a importância de separar esporte de política, mantendo o respeito entre atletas.
Em termos de preparação, Sabalenka planeja seguir para Wimbledon com foco na recuperação de pontos e no ajuste técnico. A atleta afirma que não pretende abandonar o circuito e que pretende manter o nível de competitividade atingido nos Masters anteriores.
Em resumo, Sabalenka admite que houve uma queda emocional durante o francês, reconhece a necessidade de ajustar o manejo de frustrações e mantém o objetivo de cumprir um calendário completo, com foco em novos títulos de Grand Slam nos próximos meses.
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