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Trilhas pelos Picos de Europa, cultura montanhosa viva na Espanha

Na Picos de Europa, trilha revela abrigo de porta-aviões da Segunda Guerra, vida selvagem e tradições locais questionadas pela onda de calor

Guide Bruno standing on the 2,026m-high Cotalba mountain. All photographs: Kevin Rushby
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  • A viagem pelo Picos de Europa, no norte da Espanha, inclui visitar abrigos montanhosos, como o Refugio Cabin Verónica, criado a partir de um casco de navio e equipado com energia solar e reservatórios de água.
  • A região abriga espécies e paisagens únicas, incluindo abutres barbulares reintroduzidos desde 2005 e uma diversidade de flores alpinas ao longo de trilhas íngremes.
  • Em uma das paradas, uma cabana de queijo na Ercina revela a tradição local de laticínios, com produção de queijos a partir de leite de ovelha, vaca e cabra, mantida por Maria e seu filho.
  • O roteiro também passa por Vegarredonda e Vega de Ario, onde se cruzam expedições de grutas; a região cede espaço a uma caverna interligada que está prestes a conectar dois grandes sistemas subterrâneos.
  • O ponto alto chega ao redor do Picu Urriellu (Naranjo de Bulnes), com a lagoa da Vega de Urriellu e abrigos populares que recebem grupos de escaladores, oferecendo vistas dramáticas ao entardecer.

A ventania de uma montanha viva envolve o grupo de trekking nas Picos de Europa, no norte da Espanha. Em meio a depressões glaciares, a caminhada leva a um abrigo militar convertido em casa de montanha, construído a partir de um casco de porta-aviões e hoje servindo de refugio para alpinistas.

A expedição é guiada por Bruno e Cristina, com Marília entre os participantes. O trajeto cruza vales, penhascos e pastagens onde chamas de flores alpinas atraem abelhas. A travessia, marcada por visões de chamois e ventos frios, ocorre durante uma onda de calor na Europa.

No primeiro dia, a equipe parte de Vegarredonda, a 1.410 metros, seguindo para Ercina e um casal de produtores de queijo que preserva técnicas tradicionais desde 1944. Maria, moradora local, descreve a continuação da herança que envolve laticínios mistos de ovelha, vaca e cabra.

A viagem prossegue até Vega de Ario, onde a relação entre exploração caving e turismo se revela. A presença de uma equipe de espeleologia de Oxford reforça a interseção entre turismo de montanha e pesquisas de cavernas, que prometem novidades na conexão de grandes redes subterrâneas.

Rumo a Poncebos, a trilha contorna o Rio Cares e conduz às alturas, culminando na visão do Picu Urriellu, a 2.529 metros. Ao redor, abrigos de montanha acomodam visitantes, e o cenário é finalizado com o nascer do sol coloração laranja sobre a face sul da formação.

Entre jardins de saxifrágias e a presença constante de chamois, a noite reserva ainda uma última panorâmica. O grupo observa o Urriellu tingido pelo pôr do sol, enquanto o gado de pedra se esconde na névoa que envolve o vale, encerrando a passagem pelo maciço.

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