- Os principais jogadores de tênis chegaram a uma trégua com o All England Club durante o Wimbledon deste ano, após conversas de crise no fim de semana.
- Os atletas acenaram com o retorno ao uso integral da imprensa a partir de segunda-feira, 29 de junho, encerrando a suspensão de entrevistas iniciada no Aberto da França.
- O All England Club anunciou um aumento recorde de prêmio em 20%, totalizando 64,2 milhões de libras, mas os jogadores pedem uma fatia maior da receita dos quatro grandes torneios.
- A remuneração atual representa 14,4% da receita, abaixo dos 16% defendidos pelos atletas; as negociações incluem uma nova fórmula de premiação e maior representação dos jogadores.
- Concluídas as reuniões, as partes seguirão em diálogo construtivo, com Wimbledon fornecendo informações financeiras solicitadas e reavendo as discussões após o torneio.
O Wimbledon e os principais tenistas encerraram temporariamente a disputa sobre prêmios após conversas de crise com o All England Club (AELTC) neste fim de semana, para o restante deste Campeonato.
Segundo fontes próximas às negociações, o AELTC fez concessões, incluindo seguir o exemplo do Aberto da França ao apresentar propostas concretas sobre uma nova fórmula de prêmios e maior representação de jogadores neste verão.
Os atletas haviam escalado protesto com o limite de 15 minutos para entrevistas, iniciado no Aberto da França, para toda a semana inicial de SW19, em duas gestões de pressão. A disputa envolve demanda por maior participação de receitas.
Concessões e próximos passos
Após as negociações, os jogadores anunciaram o retorno aos compromissos com a imprensa a partir de segunda-feira, 29 de junho, com avaliação das propostas recebidas. O acordo não encerra o impasse, que segue sob análise.
O AELTC informou que apresentará informações financeiras solicitadas pelos representantes dos atletas, para que as discussões avancem após o Campeonato. O diálogo com as quatro Grand Slams permanece ativo.
O comitê financeiro manterá o foco na relação entre receitas de torneio e participação em prêmios, com números que divergem do que é visto pela ATP e WTA, que destinam cerca de 22% das receitas a premiação. Em Wimbledon, a fatia é de 14,4%, com metas de chegar a 16%.
Sally Bolton, chefe-executiva do AELTC, que deixará o cargo ao fim do Championships, destacou o retorno ao foco no evento e no tênis. Ela também ressaltou conversas produtivas e a expectativa de novas propostas financeiras após a entrega de dados solicitados.
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