- A metade inferior do quadro masculino de Wimbledon ficou mais aberta após a lesão no pulso de Carlos Alcaraz, com Shelton sendo eliminado na primeira rodada por Otto Virtanen e o caminho aberto para novos nomes.
- Restam dezesseis jogadores na metade de baixo, e um deles chegará à final; para a maioria, será a primeira decisão de Grand Slam.
- O único campeão de Grand Slam entre os favoritos ainda vivos é Alexander Zverev (2), que mira a final, apesar de não ter ido além da quarta rodada em Wimbledon no passado.
- Entre as opções tradicionais estão Alex de Minaur (5) e Taylor Fritz (6), com Fritz em boa fase na grama e buscando confirmar desempenho em grandes torneios.
- Outros nomes relevantes na metade inferior incluem Frances Tiafoe (17), Matteo Berrettini e Grigor Dimitrov (WC), além de jovens como Flavio Cobolli (9) e Zizou Bergs, todos buscando avançar na chave.
O quadro masculino de Wimbledon ganhou um fôlego inesperado na metade inferior. Com a ausência de Carlos Alcaraz, ainda líder em ranking, por lesão no pulso, o setor ficou aberto desde a primeira semana. Um qualifier finlandês surpreendeu o nº 4, Ben Shelton, no começo do torneio.
A partir daí, apenas 16 jogadores seguem na disputa, com possibilidade real de chegar à final. Entre eles, algumas pistas sobre quem pode transformar a chance em caminho de título ainda está por ser definida. A maioria nunca foi campeã de Grand Slam, o que aumenta o tom de novidade na metade inferior da chave.
Alexander Zverev (2)
#### 29, Alemanha
Vencedor do último Grand Slam que disputou, o francês? não; é o francês Royer. Zverev chega com confiança após vencer o título francês e pode se liberar da pressão. A grama favorece o saque, mas o alemão nunca passou das quartas em Wimbledon e costuma jogar com a batida firme atrás da linha.
Alex de Minaur (5)
#### 27, Austrália
De Minaur é torrente de velocidade, com movimentos ágeis e bolas rápidas. Ainda não confirmou grande atuação em Grand Slams, apesar de sete quartos de final. O caminho da sua metade tem desafios, incluindo potenciais duelo com adversários fortes, mas ele tem condições de avançar.
Taylor Fritz (6)
#### 28, EUA
Fritz se dá bem na grama, com saque potente e jogo de base. Apesar de lesão no joelho, mostrou boa forma recente e manteve boa vantagem sobre adversários diretos na sua seção. O caminho até as semifinais favorece Fritz, que já chegou a fases importantes em Wimbledon.
Flavio Cobolli (9)
#### 24, Itália
Cobolli conquistou atenção ao chegar a fases adiantadas na França e tem jogo agressivo na grama. Sua elevação de nível, aliada a força mental, pode abrir espaço para nova campanha longe da expectativa do público, especialmente em partidas de alto peso estratégico.
Alexander Bublik (10)
#### 29, Cazaquistão
Bublik pode tanto avançar quanto sair na primeira rodada. Com saque poderoso e repertório variado, o piso de grama costuma favorecer seu estilo. Um confronto com Tiafoe ou Lehečka pode definir o próximo estágio, caso ele encontre ritmo.
Jiří Lehečka (13)
#### 24, República Tcheca
Lehečka traz tennis fluido com presença em quadras rápidas. Vinha de boa resposta na temporada, chegando a finais recentes. A grama favorece seu estilo acelerado, mas o desafio contra Zverev pode ser decisivo para avançar.
Frances Tiafoe (17)
#### 28, EUA
Tiafoe destacou a importância de abrir espaço para novas oportunidades no circuito. O jogo dele mescla potência e mobilidade, mas a experiência de fases finais é variável. Um eventual duelo com Fritz pode exigir alto nível físico e mental.
Karen Khachanov (19)
#### 30, Rússia
Khachanov costuma cumprir o planejamento conforme o ranking. Na prática, é difícil prever seu desempenho nas rondas seguintes, especialmente diante de Cobolli. Um terceiro ou quarto set costuma exigir melhoria de ritmo para avançar.
Zizou Bergs
#### 27, Bélgica
Bergs despontou com entusiasmo e venceu seu primeiro título de ATP na grama de Eastbourne. O duelo com o britânico Arthur Fery abre espaço para a segunda semana. A torcida fica pela consistência para manter a surpresa.
Jaume Munar
#### 29, Espanha
Munar passou a adotar jogo agressivo na temporada anterior, com destaque em Queen’s. Na prática, o duelo com Lehečka pode ditar quem avança, com possibilidades reais de surpreender em quadra rápida.
Matteo Berrettini
#### 30, Itália
Berrettini, conhecido pela potência de saque, tem carreira marcada pela grama. O retorno após lesão o coloca como candidato a surpreender, desde que mantenha a condição física estável. O histórico favorece jogos fortes no piso.
Zachary Svajda
#### 23, EUA
Svajda aparece como aposta de garotos americanos que buscam consolidação. A trajetória recente mostrou consistência em momentos-chave, com vitórias importantes para chegar a fases mais avançadas.
Lorenzo Sonego
#### 31, Itália
Sonego tem estilo criativo e momentos de brilho. A capacidade de sustentar a performance em sets longos, especialmente contra adversários de alta qualidade, será determinante para avançar na chave.
Marcos Giron
#### 32, EUA
Giron é perfil grass-court, com jogos de rede e consistência. Enfrenta desafios difíceis, mas tem potencial para contrapor com regularidade. A passagem para as fases finais dependerá de manter o nível.
Grigor Dimitrov (WC)
#### 35, Bulgária
Dimitrov retorna a Wimbledon após recuperação de lesão, vencendo duas partidas. Com backhand cortado e saque sólido, pode avançar e encarar Bergs ou Fery em duelo relevante.
Arthur Fery (WC)
#### 23, Reino Unido
Fery é o maior underdog entre os tenistas com vaga direta pela wilder card. Enfrenta Bergs no terceiro round, e tem mostrado evolução constante. A torcida britânica acompanha com expectativa conservadora, dada a atuação fora de casa.
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