A primeira edição em solo brasileiro do Ultimate Tennis Showdown (UTS) terminou neste sábado (18), no Maracanãzinho, com título do americano Brandon Nakashima. Ele venceu na final o brasileiro Guto Miguel, de apenas 17 anos, por 3 a 0, ficou com o troféu e uma premiação de cerca de R$ 2 milhões. A campanha de […]
A primeira edição em solo brasileiro do Ultimate Tennis Showdown (UTS) terminou neste sábado (18), no Maracanãzinho, com título do americano Brandon Nakashima. Ele venceu na final o brasileiro Guto Miguel, de apenas 17 anos, por 3 a 0, ficou com o troféu e uma premiação de cerca de R$ 2 milhões.
A campanha de Miguel foi sólida até a decisão. O prodígio, atual líder do ranking juvenil, estreou com vitória sobre o australiano Nick Kyrgios por 3 a 2, na morte súbita, e fez o mesmo placar diante do próprio Nakashima na fase de grupos e também contra o argentino Francisco Cerundolo na semifinal.
João Fonseca é o sétimo
A campanha de João Fonseca no torneio contou com duas vitórias e uma derrota. Depois de vencer o holandês Tallon Griekspoor na primeira partida, por 3 a 1, o brasileiro perdeu para Kyrgios por 3 a 0 e ficou fora das semifinais no saldo de quartos. Na disputa pelo sétimo lugar, Fonseca bateu por 3 a 1 o francês Corentin Moutet, que atuou com a camisa do Flamengo para diversão do público carioca.
Como funciona o UTS
Esqueça o silêncio reverencial das quadras, os sets intermináveis e o segundo saque. O UTS, idealizado por Patrick Mouratoglou, ex-treinador de Serena Williams, foi criado justamente para virar as regras do tênis de cabeça para baixo e atrair um público novo com um formato mais rápido, barulhento e imprevisível.
A mudança mais visível está na arquibancada: o torcedor pode gritar, comemorar e se manifestar durante toda a partida, sem a exigência de silêncio enquanto a bola está em jogo que rege as competições convencionais.
Na quadra, a estrutura também é outra. Em vez dos sets tradicionais, os confrontos são disputados em quatro períodos de oito minutos. Quem vence mais períodos leva a partida. Se houver empate, a decisão vai para uma morte súbita.
O pacote de inovações inclui ainda a eliminação do segundo saque, a comunicação por microfone entre treinadores e atletas no meio do jogo e as cartas bônus, recurso estratégico que permite multiplicar a pontuação de um ponto decisivo, adicionando uma camada de tática que não existe no circuito tradicional.
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