O Brasil reencontra a Itália neste sábado (25), às 5h (de Brasília), em Macau, na China, pela semifinal da Liga das Nações Feminina de Vôlei. O duelo vale vaga na decisão e coloca frente a frente duas seleções que transformaram o confronto em uma das rivalidades mais marcantes do cenário atual. Se hoje o duelo […]
O Brasil reencontra a Itália neste sábado (25), às 5h (de Brasília), em Macau, na China, pela semifinal da Liga das Nações Feminina de Vôlei. O duelo vale vaga na decisão e coloca frente a frente duas seleções que transformaram o confronto em uma das rivalidades mais marcantes do cenário atual.
Se hoje o duelo é equilibrado, nem sempre foi assim. Durante anos, o Brasil dominou as italianas, com vitórias em decisões importantes do antigo Grand Prix, como em 2004, 2005 e 2017.
Naquele período, a Itália ainda buscava se firmar como potência global.
A virada veio com a criação da Liga das Nações. Embalada por uma geração talentosa, a equipe europeia passou a disputar títulos com frequência e conquistou três edições da VNL (2022, 2024 e 2025). No histórico recente da competição, o equilíbrio chama atenção: dez jogos, cinco vitórias para cada lado.
Itália cresce nos jogos grandes
Apesar do equilíbrio geral, o Brasil tem sofrido justamente nos momentos decisivos. A Itália venceu a final da VNL de 2022 por 3 sets a 0 e repetiu o feito em 2025, desta vez por 3 a 1, na Polônia.
No mesmo ciclo, também eliminou a seleção brasileira na semifinal do Mundial de 2025, em um duelo decidido no tie-break.
O reencontro deste sábado carrega ainda mais peso por causa do último confronto entre as equipes. Em junho, o Brasil venceu por 3 sets a 2, em Brasília, encerrando uma sequência impressionante de 39 vitórias das italianas. No entanto, o triunfo veio diante de uma equipe desfalcada, sem nomes importantes como Egonu, Orro e Danesi.
Agora, o cenário é diferente. A Itália chega completa, com status de principal força do vôlei feminino mundial: atual campeã olímpica, bicampeã consecutiva da VNL e líder do ranking.
Jogadoras como Egonu, Antropova, Orro e Danesi formam a base de um time que se acostumou a decidir e vencer.
Brasil tenta superar desfalques
Do lado brasileiro, o desafio é ainda maior por conta das ausências. Gabi Guimarães não disputou esta edição da VNL por causa de um problema lombar, enquanto Júlia Kudiess, destaque no bloqueio na fase classificatória, está fora após lesão no ligamento cruzado anterior.
Mesmo assim, a equipe comandada por Zé Roberto Guimarães mostrou força. Terminou a primeira fase em terceiro lugar, atrás apenas de Estados Unidos e Itália, e garantiu vaga na semifinal após vencer o Japão de virada por 3 sets a 1.
Na reta decisiva, nomes como Ana Cristina e Júlia Bergmann assumiram protagonismo e mantêm o Brasil competitivo mesmo diante das dificuldades.
Mais do que uma vaga na final, o confronto representa uma oportunidade simbólica: vencer a principal algoz recente, manter vivo o sonho do título inédito da VNL e provar que o Brasil ainda pode bater de frente com a seleção que virou referência no ciclo atual.
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