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Brasil leva virada da Turquia e amarga quinto vice na VNL

Seleção sai na frente em Macau, mas para em atuação dominante de Melissa Vargas e segue sem título na Liga das Nações Feminina

Foto: Volleyball Nations League

O grito de campeão da VNL feminina ficou entalado mais uma vez. Neste domingo (26), em Macau, na China, o Brasil perdeu de virada para a Turquia por 3 sets a 1 e ficou com o vice-campeonato da Liga das Nações pela quinta vez na história. As parciais foram 23/25, 25/23, 26/24 e 25/21. A […]

O grito de campeão da VNL feminina ficou entalado mais uma vez.

Neste domingo (26), em Macau, na China, o Brasil perdeu de virada para a Turquia por 3 sets a 1 e ficou com o vice-campeonato da Liga das Nações pela quinta vez na história.

As parciais foram 23/25, 25/23, 26/24 e 25/21. A seleção brasileira começou melhor, venceu o primeiro set e teve chances reais de retomar o controle da final, mas viu a Turquia crescer nos momentos decisivos.

O Brasil chegou à decisão embalado pela vitória sobre a Itália na semifinal, resultado que havia derrubado a atual bicampeã e principal algoz recente da seleção.

Na final, porém, o roteiro voltou a pesar contra as brasileiras.

Esta foi a quinta final perdida pelo Brasil desde a criação da VNL.

Antes da derrota para a Turquia, a seleção já havia sido vice para os Estados Unidos, em 2019 e 2021, e para a Itália, em 2022 e 2025.

Vargas decide para a Turquia

O nome da final foi Melissa Vargas. A oposta turca marcou 33 pontos, terminou como maior pontuadora da partida e foi eleita MVP.

Pelo lado do Brasil, Ana Cristina voltou a ser o principal destaque. A ponteira anotou 25 pontos e sustentou a seleção em vários momentos da decisão, especialmente nas tentativas de reação no segundo, terceiro e quarto sets.

Como foi o jogo

O Brasil começou a final com personalidade. A seleção abriu vantagem no primeiro set, suportou a reação turca e fechou em 25 a 23, largando na frente na briga pelo título.

A Turquia respondeu na segunda parcial. Liderada por Vargas, a equipe europeia virou o ritmo do jogo, abriu vantagem e, mesmo depois de ver o Brasil empatar em 17 a 17, fechou em 25 a 23 para deixar tudo igual.

O terceiro set foi o ponto de virada da decisão. O Brasil chegou a buscar o empate em 23 a 23, mas a Turquia foi mais fria nos pontos finais e venceu por 26 a 24, assumindo a frente no placar.

No quarto set, a seleção brasileira chegou a virar para 19 a 18, mas não conseguiu sustentar a reação. Vargas foi para o saque, complicou a recepção brasileira, e a Turquia retomou o controle para fechar em 25 a 21 e confirmar o título.

Campanha

O Brasil fez uma campanha de alto nível mesmo sem nomes importantes. Gabi não disputou a competição por problema na lombar, enquanto Júlia Kudiess passou por cirurgia no joelho após se lesionar durante a VNL.

Mesmo assim, a seleção chegou à final, eliminou a Itália em um jogo gigante e voltou a mostrar força internacional.

O problema é que, na hora da taça, o Brasil voltou a esbarrar no detalhe, na oscilação e em uma adversária mais eficiente nos momentos de pressão.

Com a vitória, a Turquia conquistou o bicampeonato da Liga das Nações Feminina. O primeiro título turco havia sido em 2023, e agora a seleção volta ao topo com uma campanha marcada pelo protagonismo de Vargas e Baladin.

Para o Brasil, fica a prata, a campanha competitiva e uma sensação conhecida demais: a de estar sempre perto, mas ainda sem conseguir transformar presença constante em finais no primeiro título da VNL.

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