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Infantino aproxima a Fifa de autoridades dos EUA dez anos após Fifagate

Infantino estreita laços entre a FIFA e autoridades dos EUA, com encontros com Kash Patel e Pam Bondi, sinalizando recuperação de relação com Washington

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, intensificou os laços com autoridades dos Estados Unidos, em atuação que ganha destaque dez anos após o caso Fifagate. Encontros recentes mostram o dirigente em posição de diálogo com as autoridades norte-americanas à véspera do Mundial de Clubes nos EUA.

A agenda inclui reuniões com o diretor do FBI, Kash Patel, e com a procuradora-geral Pam Bondi, em Miami, cidade-sede da competição que começa em 14 de junho. O objetivo declarado é fortalecer a colaboração entre a entidade e o governo dos EUA, segundo fontes próximas.

Relação com autoridades americanas

No contexto anterior, o Fifagate envolveu prisões de dirigentes da Fifa em 2015, incluindo José Maria Marin, então presidente da CBF. O caso revelou esquema de subornos envolvendo direitos de transmissão e marketing de competições, como eliminatórias da Copa e a Liga Amplamente Comercial da América do Norte e Sul.

Infantino mantém, recentemente, maior proximidade com o governo americano, incluindo encontros com o ex-presidente Donald Trump em diversas ocasiões. A dupla participou de reuniões na Arábia Saudita e de uma cerimônia no Qatar, associada à Copa do Mundo de 2022, em que se discute a transição de polos logísticos entre sedes.

A Fifa afirmou que as fissuras do passado ficaram para trás. Em nota, a entidade informou que autoridades que atuaram no caso em 2015 visitaram os escritórios de Miami para um encontro com a liderança e para tratar de parceria de alto nível entre as partes.

Panorama financeiro e histórico

A organização ressaltou que, na época dos desdobramentos, houve compensação de cerca de US$ 200 milhões a entidades atingidas, entre elas a Fifa, a Concacaf e a Conmebol. O montante foi apresentado como reparação pelas perdas decorrentes do escândalo, ainda sem apuração de valores exatos para todo o rombo.

O caso Marin, que abriu a linha de investigações, se tornou símbolo de corrupção sistêmica no futebol, levando à condenação de vários dirigentes e à necessidade de reformas institucionais. Marin cumpriu parte da pena nos Estados Unidos, com a libertação ocorrida em 2020, em razão de questões de saúde e idade.

Entre os ex-presidentes que enfrentaram denúncias, estão Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, que, por leis nacionais, não foram extraditados. A sequência de desdobramentos reafirma a complexidade das ações legais envolvendo a gestão do futebol mundial.

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