A Copa do Mundo de 2026 será realizada em três países — Canadá, Estados Unidos e México — e terá 48 seleções, o maior formato já visto. A escolha ocorre em meio a críticas sobre impactos ambientais e logística de viagem entre sedes. O aumento de partidas eleva o total de deslocamentos e consumo de energia.
Pesquisadores afirmam que a Fifa tem priorizado o crescimento do torneio sem medidas claras de redução de emissões. A proposta oficial menciona 3,7 milhões de toneladas de CO2 como meta histórica, valor já desatualizado diante do acréscimo de jogos. Perguntas sobre compensação permanecem.
Desafios logísticos e ambientais
As sedes incluem cidades como Toronto, Arlington, Vancouver e outras ao longo de grande extensão. Distâncias entre sedes podem superar 4 mil quilômetros, exigindo voos adicionais para equipes, mídia e torcedores. O formato regional de fase de grupos amplia o deslocamento entre polos.
Critérios e críticas ao projeto
Defensores da neutralidade climática destacam que a expansão aumenta partidas, atletas e emissões associadas. Relatórios apontam que cada duelo internacional consome mais CO2 do que partidas de ligas nacionais de elite. Entidades acadêmicas questionam a consistência entre metas anunciadas e práticas atuais.
A Fifa mantém o argumento de organização eficiente para a edição de 2026, enquanto pesquisadores alertam sobre o efeito cascata de turismo esportivo e consumo de recursos. A cobertura ambiental para futuras edições também é tema de debate entre especialistas e organizações independentes.
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