Christian Horner foi demitido do cargo de diretor da Red Bull Racing após 20 anos de liderança, conforme anunciado nesta quarta-feira, 9 de outubro. A decisão, tomada pelo CEO Oliver Mintzlaff, ocorre em meio a uma temporada decepcionante, onde a equipe ocupa apenas a quarta posição no campeonato de construtores.
Horner, que estava à frente da equipe desde 2005, conquistou oito títulos de pilotos e seis de construtores, mas enfrentou um período conturbado nos últimos meses. A Red Bull viu sua performance cair drasticamente, com apenas duas vitórias em doze corridas nesta temporada. Além disso, a equipe perdeu figuras-chave, como o projetista Adrian Newey, o que aumentou a pressão sobre a gestão.
Laurent Mekies, ex-diretor esportivo da Ferrari, foi nomeado como o novo CEO da Red Bull Racing. A mudança de liderança visa restaurar a competitividade da equipe e resolver a instabilidade interna que se agravou com a saída de Horner. O novo comando terá como prioridade manter Max Verstappen, que é alvo de interesse da Mercedes, em meio a rumores sobre sua possível transferência.
A demissão de Horner também está ligada a uma investigação interna sobre alegações de comportamento inadequado, das quais ele foi absolvido. Contudo, a situação pode ter minado seu apoio dentro da equipe, especialmente após desavenças com o pai de Verstappen, Jos. A Red Bull agora busca se reestruturar e se adaptar às novas dinâmicas da Fórmula 1, enquanto se prepara para o GP da Bélgica, marcado para 27 de julho.
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