Apostas em tênis geram polêmica e abuso online entre jogadores
As apostas em tênis, legalizadas nos EUA desde 2018, têm se tornado cada vez mais comuns, especialmente com o início do US Open. O torneio, que começou no último domingo (24), atraiu a atenção de apostadores, mas também trouxe à tona um aumento alarmante de abusos online direcionados a jogadores insatisfeitos.
Jogadores enfrentam abusos nas redes sociais
Atletas como Caroline Garcia e Elina Svitolina relataram experiências de abuso nas redes sociais, frequentemente oriundas de apostadores que perderam dinheiro. Garcia, que encerrou sua carreira recentemente, compartilhou que recebeu mensagens de ódio, incluindo ameaças. “Essas pessoas que insultam são doentes”, afirmou. Svitolina também se manifestou, criticando o comportamento agressivo dos apostadores.
Crescimento das apostas e suas consequências
Desde a legalização das apostas, mais de uma dúzia de agências se envolveu com o tênis, patrocinando torneios e promovendo odds em transmissões. Embora os Grand Slams não tenham acordos diretos com essas empresas, torneios preparatórios, como os de Montreal e Toronto, exibem publicidade relacionada. O CEO da Tennis Data Innovations, David Lampitt, destacou que o tênis é o terceiro esporte mais popular para apostas, gerando mais de US$ 250 milhões em receita anualmente.
Medidas para combater o abuso online
Para enfrentar o aumento do abuso online, a WTA e a ATP implementaram protocolos de monitoramento nas redes sociais. A ATP introduziu o Safe Sport, enquanto a WTA utiliza o serviço Threat Matrix, que identificou cerca de 8.000 postagens abusivas em 2024, com 40% delas atribuídas a apostadores irritados. Essas iniciativas visam proteger os jogadores e mitigar os impactos negativos das apostas no esporte.
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