Marcela Geremias, de 14 anos, foi contratada pelo Corinthians em maio, após ser descoberta pela plataforma Cuju, que utiliza inteligência artificial (IA) para identificar jovens talentos no futebol. A atleta, que jogava pelo Avaí, destacou a importância da visibilidade proporcionada pela plataforma, que a ajudou a ser notada pelo clube paulista.
A Cuju, uma start-up alemã, e a Footbao, da Itália, estão revolucionando a forma como jovens jogadores se apresentam a clubes. Essas plataformas funcionam como uma vitrine digital, permitindo que atletas de diferentes regiões do Brasil sejam vistos por olheiros sem a necessidade de deslocamento. O diretor da Footbao no Brasil, Euler Victor, enfatiza que a IA democratiza o acesso às oportunidades, permitindo que talentos de qualquer classe social sejam avaliados.
Marcela utilizou as orientações da IA para aprimorar suas habilidades, seguindo exercícios técnicos e físicos sugeridos pela plataforma. Ela não é a única a se beneficiar desse novo modelo; Glória Gasparini, de 17 anos, também se destacou na Footbao e foi convocada para a Seleção Brasileira. Ambas as jogadoras são exemplos de como a tecnologia pode impulsionar carreiras no esporte.
As plataformas têm atraído a atenção de clubes, com a Cuju já ajudando a captar talentos para equipes como Barra FC e Joinville, além do alemão Hertha Berlim. Enquanto a Cuju avalia habilidades com base em dados, a Footbao se concentra em criar vídeos atrativos dos jogadores, aumentando suas chances de serem notados. Com mais de 100 mil usuários, a Footbao já está em negociação com clubes da Série A e expandindo suas operações para outros países da América do Sul.
Essas inovações não apenas facilitam o acesso a oportunidades, mas também funcionam como redes sociais para os jovens atletas. No Brasil, a plataforma já foi baixada duas milhões de vezes, com muitos usuários apenas compartilhando suas habilidades. A IA separa os talentos, destacando cerca de 10 mil atletas promissores.
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