Donald Trump fez sua primeira aparição no U.S. Open desde 2015, assistindo à final masculina no box da Rolex, patrocinadora do torneio. O evento ocorreu no último domingo, em Nova York, e contou com a presença de familiares e oficiais da Casa Branca, incluindo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e a secretária de imprensa, Karoline Leavitt.
A visita de Trump à final acontece em um momento delicado, já que ele impôs uma tarifa de 39% sobre produtos suíços, afetando diretamente a Rolex, que tem sede na Suíça. Essa taxa é significativamente mais alta do que a aplicada a outros países da região, resultando em preocupações sobre o aumento de preços dos relógios suíços. O analista da Bernstein, Luca Solca, destacou que a tarifa é quase o dobro do esperado e que os fabricantes suíços podem precisar ajustar seus preços.
A presença de Trump no evento foi vista como uma tentativa de estreitar laços com grandes corporações, especialmente após sua recente reeleição. A Rolex, que não comentou oficialmente sobre a visita, teria convidado o presidente, segundo informações da Associated Press. O evento atraiu atenção não apenas pelo prestígio do torneio, mas também pela complexidade das relações comerciais entre os EUA e a Suíça.
Os ingressos para a final do U.S. Open custam a partir de 800 dólares, com lugares mais próximos alcançando valores na casa dos milhares. A presença de Trump, portanto, não apenas marca um retorno ao evento esportivo, mas também destaca as tensões comerciais que permeiam o cenário atual.
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