A última edição da Bola de Ouro provocou uma crise significativa entre o Real Madrid e os organizadores do prêmio, agora sob a responsabilidade conjunta da France Football e da Uefa. O clube merengue contestou a escolha de Rodrigo Hernández, conhecido como Rodri, como o melhor jogador do mundo, considerando a decisão injusta em relação a Vinicius Júnior, que era amplamente visto como o favorito.
De acordo com o jornal Marca, o Real Madrid decidiu cancelar sua presença na cerimônia realizada no Teatro Châtelet, em Paris, no ano passado. A delegação que ficou de fora incluiu o técnico Carlo Ancelotti, que havia sido premiado como melhor treinador, além de jogadores como Carvajal, Bellingham, Valverde e o próprio Vinicius, que havia planejado uma celebração na capital francesa.
Tensão e Repercussões
A ausência do Real Madrid na gala abalou os bastidores do evento e teve repercussões no futebol europeu. Com 12 Bolas de Ouro conquistadas por ícones como Di Stéfano, Figo, Cristiano Ronaldo, Modric e Benzema, o clube é um dos mais vitoriosos na história da premiação, ao lado do Barcelona. Nos meses seguintes, representantes da France Football tentaram se reconciliar com o clube, mas as negociações não avançaram.
O Real Madrid continua sem entender as recentes mudanças no sistema de votação, especialmente após a Uefa se tornar coorganizadora do evento. Essa nova dinâmica intensificou a tensão institucional entre o clube e a entidade europeia. A próxima edição da Bola de Ouro está agendada para 22 de setembro, em Paris, e promete manter o clima de distanciamento entre o Real Madrid e os organizadores.
Além das premiações masculina e feminina, serão entregues o Troféu Kopa (melhor jovem), o Yashin (melhor goleiro), o Gerd Müller (artilheiro) e o Johan Cruyff (treinadores). A expectativa em torno da gala é alta, especialmente considerando os desdobramentos recentes.
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