Richard Martins da Silva, um jovem negro de 19 anos, foi assassinado em um torneio de futebol amador no CDC Jardim Petronita, em São Paulo, no dia 30 de agosto. O crime, que chocou a comunidade local, ocorreu durante uma partida entre o Conexão da Toca e os Garotos da 2, onde o autor, supostamente ligado ao PCC, disparou 16 tiros contra Richard, a maioria na cabeça.
O torneio, que oferecia uma premiação de R$ 4 mil, não foi suspenso após o crime. A investigação enfrenta dificuldades, pois não há testemunhas dispostas a falar e as câmeras de segurança do local estavam inativas. O diretor do CDC, Valdemir Alves, afirmou que a câmera estava quebrada e que o clube não tinha relação com o torneio, apesar de evidências em redes sociais que indicam o contrário.
Richard, que trabalhava em uma quitanda na Vila Progresso, foi atingido após uma briga com o autor do disparo, que chegou ao local de moto e armado. O jovem foi levado ao hospital, mas já chegou sem vida. Uma das balas também feriu um torcedor, que se recupera bem. O clima de medo persiste na região, onde jovens continuam a treinar no mesmo campo onde Richard foi executado.
Nas redes sociais, a repercussão do crime foi rápida, mas as postagens de luto desapareceram rapidamente. Enquanto isso, um suposto “salve” atribuído ao PCC indicava que o autor do crime enfrentaria consequências. A polícia investiga o caso, mas ainda não conseguiu localizar o suspeito, que permanece foragido.
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