Nicola Pietrangeli, lenda do tênis italiano, morreu aos 92 anos nesta segunda-feira. O falecimento encerra a trajetória de um dos maiores nomes do esporte, com recordes e conquistas que marcaram o século XX.
Nascido na Tunísia, Pietrangeli foi bicampeão de Roland Garros na modalidade simples (1959 e 1960) e faturou o Masters 1000 de Roma em 1957 e 1961. O Foro Itálico abriga uma quadra com o seu nome, em reconhecimento à sua importância para o torneio romano.
No Buraco do Saibro de Paris, ele também venceu duplas masculinas (com Orlando Sirola, 1959) e duplas mistas (com Shirley Bloomer, 1958). Sua rivalidade histórica com Manuel Santana ficou marcada por duas finais em 1961 e 1964.
Pietrangeli deteve o recorde de confrontos na Davis, com 164 jogos disputados e 120 vitórias entre 1954 e 1972. Como capitão, conduziu a Itália a seu primeiro título no torneio, em 1976, ao vencer o Chile em Santiago.
Homenagens e reações
Fabio Fognini, que anunciou aposentadoria em 2025, prestou tributo nas redes sociais a Pietrangeli, acompanhado de uma foto do Masters de Monte Carlo. Rafael Nadal também manifestou pesar, lembrando o legado do italiano e dirigindo as condolências à família.
A comunidade do tênis segue prestando homenagens públicas ao ídolo italiano, reconhecendo sua influência histórica tanto dentro quanto fora das quadras. Piazzas, clubes e federações destacam o papel de Pietrangeli no desenvolvimento do esporte na Itália.
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