O futebol do Rio de Janeiro vive um episódio pouco comum: o Goytacaz disputa a final da Série B2 com Yuri de Carvalho em campo usando uma tornozeleira eletrônica. O atacante atuou no jogo contra o Macaé e poderá seguir na decisão, caso o regulamento permita.
Yuri foi preso em 2018 por tráfico de drogas e passou sete anos encarcerado até receber progressão de regime em maio de 2025. Com autorização para trabalhar, ele participa de partidas oficiais desde então, desde que mantenha o monitoramento no tornozelo.
A repercussão internacional veio após a atuação de Yuri com o dispositivo, tema chamativo para veículos estrangeiros. A Bola classificou o caso como insólito, destacando que a Justiça ainda não analisou o pedido de remoção da tornozeleira. Técnicos e dirigentes do Goytacaz afirmam que não há proibição no regulamento para o uso do equipamento.
Situação da tornozeleira
Segundo fontes do clube, a direção não comentou publicamente o caso, mas um dirigente afirmou ao ge que a presença da tornozeleira traz atrapalho, porém não impede a atuação do jogador. O Goytacaz já solicitou à Justiça a remoção do dispositivo, ainda sem decisão.
A decisão do título pode depender de um possível empate. Caso o Goytacaz vença o título, Yuri poderá terminar 2025 como campeão estadual, sete meses após deixar a prisão. O segundo jogo da final será realizado no próximo domingo, às 15h, no Aryzão, em Campos dos Goytacazes.
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